segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

VALEU 2014!

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Sim! foram dois anos de pausa...
Dois anos em que viver materialmente era o que me tomavam as horas dos dias, a mente, meu corpo, meus nervos. Dormia as 22 /23 horas, para acordar ás 5 da manhã (na verdade , "pular da cama" é a resposta correta) todos os dia úteis, preocupada com escola da filha, carro (que ele não pife de novo,senhor, por favor!). 
Trabalho, casa, trabalho. Minha única área de lazer se resumia a meus videos em casa e em ir ao parquinho do condomínio com minha filha. Nada de exercício físico. 
Aos poucos me dei conta de que sumiam os momentos de alegria com minha família. eu estava sempre de mau humor e cansada, muito cansada pra tudo...começava a semana já rezando pra chegar o sábado e eu finalmente poder dormir um pouco até mais tarde. Mas que nada! Meu "relógio interno" já há muito acostumado com determinado horário me dizia que era dia antes do sol nascer e eu não conseguia mais dormir.
Não tinha mais paciência com ninguém. No trabalho, passei a ficar contrita, pra não "derrubar em ninguém" meu humor sarcástico e ferino.Passei a não me envolver mais em nada, a não ser em dar conta do meu serviço e sair dali.
Minha menstruação estava constantemente desregulada, assim como meus hormônios, que de uma semana pra outra dançavam dentro de mim, fazendo com que eu pensasse estar grávida por três ou quatro vezes, ao que cada novo pensamento de possibilidade de gravidez era sempre surpreendida no último minuto com o inicio de um novo ciclo.
Passei a ter dores de cabeça intermitentes, e algumas vezes duravam o dia todo. passei a ficar o dia todo, algumas vezes, bocejando sem parar (apesar de sentir que não era um bocejo de "sono",mas apenas um reflexo muscular de alguma coisa), ou quando não, depois de cada refeição, pelo minimo que fosse, cerrar os olhos no meio do expediente, como se um sono ferrenho tomasse conta de mim.
Me descobri com esofagite, mas o pior estava por vir...um dos medicamentos que me foram receitados dizia na bula haver "risco de morte súbita" na sua ingestão. Eu já não dormia, e quando conseguia, pedia pro meu esposo ficar de "olho" pra saber se eu estava "viva". passei a sentir dores no peito constantes, e a ter espasmos musculares que dobravam minha espinha e me faziam acordar no meio da noite, com violentas sacudidas. Emagreci oito quilos em menos de dois meses e também não era normal pra mim.
Então um dia, parecia que as noticias de pessoas morrendo ao meu redor eram muitas,vindas de todos os lados: o irmão de uma chefa que estava com câncer, um sobrinho de uma colega que entrou bem no hospital e saiu de lá morto (tinha só dois anos!!), meu padrinho que falecera em Maio e a horrível coincidência de que uma semana antes da morte dele eu ter sofrido um acidente de trânsito (assim como fora na época da morte do meu avô: primeiro meu primo, depois ele)..
Chorei copiosamente por todo aquele dia, com os nervos á flor da pele,"sofrendo por antecipação" diriam alguns, pois todos os dias as pessoas tomam remédios com essa indicação de morte súbita e nem por isso morrem....mas EU tinha certeza que eu seria uma delas! passei a ter sensações de "realidade irreal", como se tudo o que eu estivesse vivendo fosse um sonho, como se eu estivesse apenas dormindo e não saberia quando acordar... depois disso uma enorme dor de cabeça me pegou de jeito. nunca tinha sentido algo assim...a sensação era que de a dor fazia algo como "uma travessa" em torno da minha cabeça e eu sentia um ponto de dor mais concentrado, do lado direito da cabeça, como se me espetassem uma fina e longa agulha. fui ao pronto socorro, e fui medicada,mas ao ver que a dor na cabeça persistia, me derramei em prantos na frente do médico plantonista...eu estava em pedaços, psicologica e fisicamente.
Foram dez dias internada, com uma bateria de testes, e nada havia sido encontrado: aneurisma, trombose, nada! Cervical, veias e cabeça na mais perfeita ordem. Ganhei uma "cefaléia cervicogênica", traduzindo: dor de cabeça funcional, aquela que dá quando a pessoa está sob muito estresse e/ou tensão. Era o papai do cèu me avisando pra "desacelerar", porque, eu poderia ter tido algo pior.
Na saída do hospital, outro problema: Eu desenvolvi crises de pânico. Era estar num lugar pra de repente, me dar na cabeça que eu precisava estar logo fora dali, correr, pegar o primeiro carro que eu visse e ir pra casa. Naquela semana eu tive duas crises sérias, e á noite, eu só podia chorar e "tentar explicar" o que estava passando...mas é impossível pra uma pessoa de fora saber...só quem sabe ou viu alguém nessa situação sabe o que é.
Hoje, passados mais de dois meses da minha internação, estou sendo acolhida por uma psiquiatra e pela minha família, que me matriculou em aulas de Pilates e de Hidroterapia, pra ter um melhor condicionamento físico, já que eu também voltei a dirigir nesta semana que passou.
Me prometi fazer cinco coisas, assim que eu saísse do hospital: uma farei, assim que retornar ao trabalho. Não, não vou me demitir! mas pretendo diminuir a carga de trabalho, para poder continuar com minha mente, corpo e família em boa saúde. Posso até ter redução no meu contracheque, mas ESTAREI VIVA para ter melhor e maior qualidade de vida.
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Obrigada meu Deus, pela nova oportunidade!
VALEU 2014!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Primeiro ano letivo.

Nunca esqueci meus primeiros anos letivos.Talvez porque de certa forma, me marcaram muito.Eu sempre tive personalidade forte e não me encaixava direito no que os educadores acreditavam ser uma criança de 6,7 anos "normal", acho eu...

A diretora achou por bem (até hoje eu não sei de quem) colocar-me direto para a primeira série.Não participei de classe pré-escolar e naquele tempo não tinham os babys, maternais e jardins nas escolas. Era somente o "pré" e pronto! depois de um ano brincando, você já estava automaticamente inserido no mundo das crianças maiores.

Então, minha classe eram das crianças maiores que eu. creio que até já deviam ter seus 8,11 anos. Eu me sentia uma formiguinha, não conseguia me enturmar direito, todo mundo me achava criança demais, acho. Minha primeira professora: Maria da Conceição Raiol. Adorava ela, mas o ambiente da sala não. Eu não gostava muito das meninas maiores, não entendia direito porque elas ficavam sempre agarradas nos meninos, e eu querendo brincar de pira esconde, pique, estátua, cemitério.... Eu gostava de brincar com os meninos, porque eles não queriam nem saber quem eu era. "vamos brincar? vamos!" era isso que me importava! Um belo dia, devo ter feito algo muito horrivel, não lembro, sai gritando da sala, que não queria estar ali, queria minha mãe, que não queria voltar para a sala de jeito nenhum. Fui pra diretoria algumas vezes, lá me davam um caderno para escrever cem vezes o que eu não devia fazer, até minha mãe chegar, ou então ficava chorando até cansar. numa dessas ocasiões, fui convidada a descer da primeira série que ficava no pavimento do primeiro andar, para uma primeira série que ficava no térreo.

Lá eu cheguei chorando horrores e fiquei assim por um bom tempo, até que minha nova professora,"Lurdinha"(era assim que as crianças a chamavam) começou a cantar as músicas de criança que todo mundo conhece: "meu lanchinho", "o sapo", "está na hora de merendar", e uma sobre o rei davi (que depois me lembro, ter cantado na primeira comunhão também). Aos poucos, fui acalmando e começando a cantar com a turma (que a essa altura já estava cantando a plenos pulmões), e fiquei feliz.

No final daquele ano, quando me disseram que eu voltaria para a outra série, eu lembro de ter escrito um bilhetinho para a diretora e ter pedido para minha mãe entregar. A minha mãe até hoje não sabe como eu escrevi aquilo, mas ela me disse que a diretora ficou muito assombrada em ver como uma criança da minha idade (7,8 anos) já conseguia passar para o papel tantos pensamentos e argumentos daquele jeito. Eu só lembro que era algo sobre não querer mais ir para aquela escola e assim foi feito. Eu devo ter ficado até o meio do outro ano, depois não fui mais, por conta própria.

Minha mãe não me obrigou a ir, muito pelo contrário, graças a Deus.

Revivi tudo isso este ano de 2012, já que Sara iniciou sua "aventura escolar".

Houveram as mudanças de professoras (duas vezes), apareceu a questão do desfralde, que me rendeu sofrimento e dor de cabeça sobre como Sara trataria essa fase, que senti ter sido um pouquinho sofrida para ela (e ainda estamos trabalhando o desfralde noturno), das brigas com os coleguinhas (para logo depois ficarem aos beijos, abraços e brincadeiras), dos pesadelos no meio da noite porque um coleguinha mais chegado de repente teve uma atitude que ela não esperava e ela se sentiu magoada demais pra revidar, da conversa com a professora e a diretora (lá fui eu de novo, kkkkk), do aniversário da Sara festejado em sala de aula, da (minha) dor (ou meu medo de ela se sentir sozinha?) em saber que as únicas meninas da turma, coleguinhas dela, ficarão em periodo diferente na escola (uma vai para o jardim I, que só tem pela manhã, outra ficará pela manhã, no maternal e Sara à tarde, no maternal).

Como explicar a ela, ano que vem, que ela não as verá mais, quando ela me perguntar das colegas, que estará ansiosamente esperando para rever, chegando pela porta vermelha??

Na festinha de encerramento da escola, chego em frente á um painel, feito pelos próprios alunos, que fala assim: "a afetividade é a chave da construção da árvore da amizade"...e de repente, começa a tocar uma música japonesa suave e doce e meus olhos se enchem de lágrimas... e passa pela minha mente as várias imagens que guardei, das três meninas brincando juntas e rindo ou conversando de mãos dadas, andando pela escola, e pensando que só eu sei que isso não vai acontecer ano que vem...ou pelo menos, até 2014, quando todas as três estarão novamente no mesmo horário.

Eu prezo muito por essas amizades. As que nascem pequeninas, crescem e deixam raizes profundas. As que, com o passar do tempo, trocam as flores e dão frutos, as que quanto mais o tempo passa, mais se complementam...eu vi isso nessas meninas, e queria muito que elas ficassem com uma lembrança desse primeiro ano maravihoso: dei de presente, para cada uma, uma moldura com a foto que tiramos durante a festa do colégio:


As Professoras também ganharam, cada uma, sua moldura e foto. Um presente muito bom, para elas lembrarem sempre das peraltices das alunas. No último dia de aula, na hora da despedida, a professora dava um demorado abraço em cada criança...Sara ganhou o dela e...

depois de alguns segundos, descobri que a professora também estava em lágrimas...
;)

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mais fotos em www.ceko.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

da Viagem à cidade Fortaleza...

Amei Fortaleza. Aí alguém pode dizer:"ah, mas você ficou só na parte legal, onde tem praia e tudo é arrumadinho para satisfazer o público turista". Eu digo, "não, não fiquei só na parte bonitinha". Por isso que eu gosto de andar de ônibus, diferente de muita gente que eu ví lá, que fazia questão de andar só de van do hotel, que tem hora marcada para ir ou voltar e custa o olho da cara ou que ficou só na feirinha da orla. De ônibus, se percebe mais as ruas, não se tem hora pra ir ou voltar, nos preocupamos menos em onde estacionar e curtimos mais o ambiente, a cidade, seus atrativos, visualizamos mais as diferenças e costumamos voltar com a sensação de "nada como o nosso lar".

Então eu conto o que eu percebi, já que eu nunca dizia para ninguém"olha eu não sou daqui", justamente para não chamar a atenção, aliás, só quem sabia disso eram os funcionários do hotel mesmo :) :

- Os motoristas de ônibus e passageiros tinham um respeito sem igual pelos idosos, pelas mães com filhos no colo, pelas crianças. E eram respeitados também pela policia. presenciei a seguinte cena: vários rapazes e moças entraram no ônibus e ficaram na parte de trás. vinham se esgoelando e falando alto, parecia que só eles estavam no ônibus. em uma parada, três desceram correndo, pela porta de trás, não pagando a passagem. o cobrador avisou o motorista que cerrou as portas, e só foi parar alguns metros na frente, aonde tinha uma viatura policial. O motorista falou com os policiais, que fizeram todos os rapazes e as moças do grupo  descerem e serem revistados. Os deixamos lá e só depois seguimos viagem. Em nenhum momento os policiais destrataram o motorista ou os outros passageiros.em nenhum momento eles foram rudes com as pessoas do grupo que desceu, mas foram firmes na voz e souberam impor autoridade. tão diferente do que seria se fosse em minha cidade...

-O povo vai á praia!!! para mim, cuja praia mais próxima fica á 78 km da capital, foi maravilhoso ver como eles curtem mesmo!! acho que deve ser o itinerário número um dos finais de semana! a impressão que eu tive é de que TODA a cidade tinha descido para pegar uma onda, tamanha a quantidade de gente, com prancha de surf, bebês, idosos, familias inteiras!!!foi incrivel, uma maravilha mesmo!

 -O sol nasce antes das 05:53 da manhã, e em compensação, ás 16:30 já começa a escurecer!! caraca!! e aqui em Belém, que ele só nasce por volta das 06:30, foi como se houvessem me acordado de madrugada, foi dificil, porque eu fiquei com o meu "fuso horário" interno super desregulado, ia dormir muito tarde (01:00 da manhã), acordava cedo demais (kkkkk) mas qual não foi a minha surpresa ao constatar que tinha muita gente já andando no "calçadão"?? se eu não estivesse "a trabalho", já iria aproveitar também.

-O tom de voz é tudo! até que eu achei o sotaque de Fortaleza bem parecido com o nosso, não senti tanta diferença no falar.

-As empresas investem no meio ambiente! não só na orla, mas em alguns outros lugares da cidade, haviam plaquinhas indicando que "aquele local era mantido por tal grup" ou tal empresa. Não deixa de ser marketing, mas desse tipo, que deixa tudo limpinho e gostoso de estar perto, é muito bom!! :)

- O clima maravilhoso. bem ameno, não tão quente quanto aqui, a brisa do vento se fazia sentir em toda a cidade.

Senti falta demais da NOSSA CHUVA da tarde!!! pelo menos, na semana em que eu estive lá, não choveu UMA GOTA...fiquei tão triste ;)

Qunato ao Hotel, eu fiquei satisfeita: tinha internet, mas não Wi-Fi (tinha que ter cabo pra acessar), então que tive que achar uma lan house (na galeria do Mac Donald´s , seguindo pela orla tem, Ufa!). Eu tenho uma sorte com os hotèis que eu escolho, sempre são aconchegantes, familia, com cara de casa da gente, simples mas organizados, não tem aquele tumulto de muita gente entrando ou saindo, tranquilo...na hora em que cheguei, uma familia de cinco pessoas estava fazendo o check in, eram três crianças (uma bebê) e os pais. O rapaz da portaria estava sendo super acolhedor e inclusive conversava sobre o tamanho da cama que tinha no quarto, e se dispunha a colocar no quarto mais uma de solteiro, caso a de casal que tinha lá não desse para todos ou se o casal quisesse mais conforto. Me ganhou de cara!!

link do site do hotel: eles respondem, viu?não se preocupe!

bjss. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Em "pródomos" para o ENAM 2012!!!




EU VOU!!

E tem  gente de ANANINDEUA E BELÉM,  que também  vão para apresentar trabalhos por lá!! - notem  que eu estou contando só quem  manifestou o nome das cidades no cabeçalho do trabalho:

-Silvia do Socorro de Souza Cruz
-Mylenna Rodrigues Lucena Silva
-Ana Cristina Alvarez Guzzo
-Maria Selma Alves da Silva

E tem alguns trabalhos que eu creio vão levantar algumas questões possiveis de serem trabalhadas em atendimentos pré natal e em visitas domiciliares, que poderão servir de parâmetros e modelos para algumas idéis que podemos implementar por aqui. São eles (por ordem da listagem apresentada no site do Enam 2012):

- 07= Janete Giuliane Tavares
-30= Virna Ribeiro Feitosa Cestari
-200=Francielle Renata Danielli Martins
-232=Ianê Nogueira do Vale
-318=Patricia Lima Pereira Peres
-346=Ana Mattos Brito de Almeida
-374=Leila do Socorro Santos Duarte
-446=Angelina Lucia Tarter
-482=Ana Lucia Azevedo Oliveira
-509= Inês Èlida Aguiar Bezerra

Vai ter também a oficina "Artesanato em Aleitamento Materno", onde as participantes irão confeccionar uma boneca Bibi e levá-la para casa (by Flor do Sul = Jane Guterres), mas eu estou de olho é na oficina sobre "Cozinha Experimental Sobre Alimentação Complementar Saudável", onde -espero- tenhamos oportunidade de colocar a mão na massa e dar umas mordidinhas em algumas coisas gostosas que podem aparecer lá, huuuuummmmmmm...

Vejo vocês lá!!!! :D

SMAN 2012 BELÉM - ANANINDEUA - ICOARACI


 SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO
Tema central: Amamentar hoje é pensar no futuro
Madrinha: Wanessa Camargo
Programação

1° dia – 01/08/2012
ABERTURA OFICIAL: SANTA CASA
- Lançamento da certificação Estadual dos PROAME’s - SESPA
- Lançamento da campanha de Arrecadação de frascos para o BLH –AMAMEN e IBFAN PA.
- Lançamento da campanha de arrecadação de frascos para BLH –SESMA.
Fones para contato: 4006 4305, 4009 2318, 8849 0029, 8896 1171.

2° dia – 02/08/2012
Seminário – “Amamentar hoje é garantir um futuro LEGAL!” –SESPA.
Auditório Dom Alberto Ramos –UNAMA Senador Lemos.
Fones para contato: 4006 4305.

3° dia – 03/08/2012
Campanha de Arrecadação de frascos e captação de doadoras para o BLH –Creche Abrigo Começo Feliz - Satélite/SESMA
Fones para contato:  4009 2318, 8849 0029, 8896 1171.

4° dia – 04/08/2012
Oficina para gestantes - Sociedade Paraense de Pediatria
Auditório da Sociedade Paraense de Pediatria
Fones para contato: 8136 5400/ 3249 6008/ 4006 4305.

5° dia – 05/08/2012
PRAÇA  BATISTA  CAMPOS –  “ABRAÇO:  Amamentar  hoje  fortalecendo  o  futuro!” –  Todas   as   Instituições   e   parceiros   envolvidos   na  SMAM 2012.(entre eles, a Slings BARRIGANDO e a Doula Loyda Macedo).
Teatro do PROAME –SESMA.
Fones para contato: 4006 4305, 4009 2318, 3249 6008, 8849 0029, 8896 1171.

6° dia – 07/08/2012
- Oficina para Implantação do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A – Ação Brasil Carinhoso: SESPA
Auditório Dom Alberto Ramos –UNAMA Senador Lemos.
Fones para contato: 4006 4305, 4006 4291.

7° dia – 08/08/2012
- Oficina para Implantação do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A – Ação Brasil Carinhoso: SESPA
Auditório Dom Alberto Ramos –UNAMA Senador Lemos.
Fones para contato: 4006 4305, 4006 4291.


PROGRAMAÇÕES    PARALELAS

01/08/2012
Arrecadação de frascos para o BLH
HEMOPA CASTANHAL.

04 e 06/08/2012
Treinamento para Implementação dos PROAMEs – Ananindeua/PA.
Auditório da Secretaria Municipal de Saúde - Ananindeua/PA.

07/08/2012
Comemoração da SMAM – Hospital Regional Abelardo Santos
Palestra: Importância do Aleitamento Materno Exclusivo para IHAC.
Auditório do Hospital Regional Abelardo Santos –9:00H.


SEMINÁRIO DA SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2012
DATA:  02.08.2012
LOCAL:  AUDITÓRIO DOM ALBERTO RAMOS – UNAMA SENADOR LEMOS. Endereço: Avenida Senador Lemos, 2809- Telégrafo   “Amamentar hoje é garantir um  futuro LEGAL!” 
 Mesa redonda “E no Pará, como estamos”?
            
Coordenação: Dione Cunha - Diretoria Técnica / SESPA 

Tema/ Palestrantes
08:30  Amamentação como base da vida:  Izabela Jatene de Souza - Coordenadora do Comitê Gestor  do PROPAZ
             Rede Cegonha e a amamentação:   Ana Cristina Álvares Guzzo SESPA - Coordenadora da Saúde da Criança.
             Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas  e   Mamadeira –Lei 11265/2006:   Eunice Begot –Presidente da Santa Casa, IBFAN Belém
            Licença maternidade de 6 meses e sala de apoio à amamentação:   Francisco Nascimento - FANUT-UFPA
            Banco de leite Humano no Pará : Cynara Melo Souza -BLH-Santa Casa
            Rede Amamenta Alimenta no Pará : Rahilda Tuma - SESPA- Coordenação de Nutrição
           Assistindo Doadoras - Salvando Vidas –Bombeiros em  missão:   Cel. Silvia de Souza Cruz –Bombeiros da Vida
          Iniciativa Hospital Amigo da Criança e PROAME no Estado do Pará:   Luisa Margareth Carneiro da Silva e Mylenna Rodrigues  Lucena Silva - UFPA-FANUT-SESPA-Saúde da Criança
           Belém , a capital do País que mais amamenta:  Emília Nazaré da Rocha Silva Referência Técnica Nutricional-SESMA
          Amamentação em  situações especiais : Dra. Rosa Marques - Sociedade Paraense de Pediatria
          Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno : Maria Selma Alves da Silva- SESPA –Coord. Saúde da
criança

11:30 :  Perguntas
12:00 :  Palavra do Secretário de Saúde do Estado, Dr. Hélio Franco de Macedo Júnior .

Parceiros: SESMA, CENTROS REGIONAIS DE SAÚDE, UFPA, UEPA, CESUPA, UNAMA, UREMIA, UNICEF, SANTA CASA, HEMOPA, SEJUDH,  SEDCA,  PROPAZ,  BOMBEIROS DA VIDA,  PASTORAL  DA CRIANÇA,  CONSELHO      DE   SAÚDE, SOCIEDADE  DE PEDIATRIA, AMAMEM, HOSTAL DA ORDEM  TERCEIRA, HOSPITAL     BENEFICINTE     PORTUGUESA,  HOSPITAL  DIVINA   PROVIDÊNCIA.   HOSPITAL ANITA     GEROSA,     HOSPITAL  SANTO ANTONIO MARIAS ZACARIAS,   HOSPITAL  SANTO   ANTONIO  DE ALENQUER,  HOSPITAL  DE CLÍNICAS,  SEAS,   FADESA, RÁDIO  MARGARIDA,  IEPA, ANUT,  CAENF,  CRM,   CRN,   COMPANHIA  ATHLETICA, GRUPO  ISTHAR, SLING BARRIGANDO, DOULA LOYDA MACEDO,ESAMAZ, ASCOM, CÂMARA MUNICIPAL   DE BELÉM, COPSAN, HOSPITALMBETTINA FERRO   DE SOUZA, ASSOCIAÇÃO DOS TAXITAS, CLUBES, MINIATÉRIO PÚBLICO, etc.


Coordenação Estadual de Saúde da Criança, Rua Presidente Pernambuco, 489 - Batista Campos (Nível Central) - Belém - PA - Fone/Fax: (91) 4006-4305 - E-mail: dagp_crianca@yahoo.com.br / cesac@sespa.pa.gov.br - CEP: 66.015-200.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Um pequeno passo para uma grande vitória!!

Retirado do post de Gabi Prado no Facebook.

Segue na íntegra decisão proferida pelo MM. Juiz Federal GUSTAVO ARRUMA MACEDO:
Processo nº 0041307-42.2012.4.02.5101 (2012.51.01.041307-8)
02ª Vara Federal do Rio de Janeiro

DECISÃO


Trata-se de ação civil púbica proposta pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro ¿ COREN/RJ em face do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro ¿ CREMERJ pleiteando, em sede liminar, a suspensão dos efeitos das Resoluções CREMERJ nº 265 e nº 266, de 2012, que proibiram a participação de médicos nas chamadas ações domiciliares relacionadas ao parto e assistência perinatal, em equipes de suporte e sobreaviso, previamente acordadas, em partos domiciliares, assim como a participação de pessoas não habilitadas e/ou profissões não reconhecidas na área de saúde (entre elas, doulas, obstetrizes e parteiras) durante e após a realização do parto, em ambiente hospitalar, ressalvados os acompanhantes legais.
Sustenta como fundamento do pedido, em suma, ofensa a diversos dispositivos constitucionais, legais e infralegais arrolados no bojo da exordial, que garantem à mulher o direito ao parto domiciliar, assim como ao acompanhamento, em ambiente hospitalar, de pessoa de sua livre escolha.
Inicialmente, afigura-se incontestável a legitimidade do Conselho Regional de Enfermagem na propositura da presente ação civil pública, porquanto disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, bem como zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam, encontram-se entre suas atribuições legais (art. 15, II e VIII, da Lei nº. 5.905/73), sendo certo que a harmônica interação entre os profissionais envolvidos no trabalho de parto, seja domiciliar ou em ambiente hospitalar, revela-se essencial para o efetivo e satisfatório desempenho da profissão submetida à fiscalização da autarquia. Em outras palavras, é inegável que as proibições emanadas do diploma normativo ora guerreado trarão enormes repercussões ao cotidiano exercício da profissão de enfermeira (Lei nº 7.496/86), cuja proteção encontra-se entre as atribuições do COREN/RJ. Por outro lado, a Lei nº 7.347/85 expressamente atribui às autarquias a legitimidade para propor ações civis públicas (art. 5º., IV).
Como notório, a decisão liminar antecipatória dos efeitos da tutela se caracteriza pela superficialidade da cognição exercida pelo magistrado, que se limita a analisar a existência da verossimilhança das alegações e do perigo inerente à espera pelo provimento judicial definitivo sobre a matéria em debate. 
No caso ora analisado, verifico presentes os requisitos autorizadores da medida, pelas razões que passo a expor:
Inicialmente, salta aos olhos a incompatibilidade entre as Resoluções CREMERJ nº 265 e nº 266 e o tratamento dado à matéria pelos diplomas normativos federais. Em termos práticos, as resoluções terminam por dificultar, senão inviabilizar, o exercício da atividade de parteiras, porquanto ao mesmo tempo em que proíbem a atuação de médicos em partos domiciliares, com exceção das situações de emergência, também vedam a participação das aludidas profissionais em partos hospitalares. Entretanto, a Lei nº. 7.498/86 define que:
Art. 9º São Parteiras:
I - a titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;
II - a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 2 (dois) anos após a publicação desta lei, como certificado de Parteira.
Nessa senda, aparentam conflitar com diploma normativo hierarquicamente superior as resoluções da Autarquia Estadual que praticamente inviabilizam o exercício de profissão regulamentada por lei federal especial válida e vigente.
Destaque-se, ainda, que a proibição inserta no art. 1º, parágrafo único, da Resolução CREMERJ nº 266/12 estende-se às obstetrizes, indo de encontro ao previsto no Decreto Federal nº. 94.406/87, regulamento da lei supra mencionada, que dispõe:
Art. 9º Às profissionais titulares de diploma ou certificados de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, além das atividades de que trata o artigo precedente, incumbe:
I - prestação de assistência à parturiente e ao parto normal;
II - identificação das distocias obstétricas e tomada de providência até a chegada do médico;
III - realização de episiotomia e episiorrafia, com aplicação de anestesia local, quando necessária.
Sob uma ótica constitucional, destarte, na qual se prestigia o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, não cabe ao CREMERJ impedir que as parteiras e obstetrizes exerçam seu mister que, além de contar com muitos anos de existência, é regulamentado por lei e decreto federais (art. 5º, XIII, da Carta Magna).
Obstar sua participação nesse procedimento ainda conflita, na perspectiva da mulher em trabalho de parto, com a mens legis subjacente à previsão contida no §1º, da Lei nº 8.080/90:
Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)
§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela parturiente. (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)
Noutro giro, ainda naquela ótica, a República Federativa do Brasil se fundamenta, entre outras axiomas, na dignidade da pessoa humana (art 1º, III). Do ponto de vista da parturiente, as limitações impostas pelo CREMERJ parecem ignorar ou, ao menos, desconsiderar o inegável suporte emocional, psicológico e físico dado por parteiras, doulas, obstetrizes e etc., no parto hospitalar ou domiciliar. Ressalte-se que, malgrado a controvérsia atinente aos perigos inerentes ao parto domiciliar, matéria a ser pormenorizadamente debatida por ocasião da prolação da sentença de mérito, a escolha deve ser, em princípio, da mulher gestante. E as resoluções do CREMERJ, ao vedarem a participação de médicos no parto domicilar, acabam por impossibilitar essa escolha. Nesse diapasão, os estudos anexados à prefacial atribuem densidade suficiente aos argumentos do autor na defesa da segurança e benefícios do parto domiciliar, aptos a consubstanciar o fumus boni iuris. 
É de se considerar, ainda, que a vedação à participação de médicos em partos domiciliares, ao que tudo indica, trará consideráveis repercussões ao direito fundamental à saúde, dever do Estado, porquanto a falta de hospitais fora dos grandes centros urbanos é muitas vezes suprida por procedimentos domicilares, nos quais é indispensável a possibilidade de participação do profissional da Medicina, sem que sobre ele recaia a pecha de infrator da ética médica. 
O periculum in mora decorre das graves conseqüências que as resoluções atacadas podem trazer ao, destaque-se, antiquíssimo e tradicional exercício das profissões de parteira, doulas, obstetrícias e etc., que restou sobremaneira tolhido com a norma e, ainda, ao direito à saúde constitucionalmente assegurado. 
Por todo o exposto, DEFIRO A LIMINAR para suspender os efeitos das Resoluções CREMERJ nº 265 e nº 266, de 2012, até ulterior decisão deste juízo ou até que o E. Tribunal Regional Federal da 2ª Região e instâncias superiores se manifestem em sentido contrário.
Intime-se, com urgência. 
Sem prejuízo, cite-se.
P.R.I.
(iyv)
Rio de Janeiro, 30 de julho de 2012.

GUSTAVO ARRUDA MACEDO
Juiz Federal Substituto no Exercício da Titularidade