sábado, 16 de junho de 2012

17 de JUNHO de 2012, Pelo NOSSO direito de escolha!!!


 Retirado do Facebook da última semana.


Por Dan Gayoso:
"Pessoal,

Este fim de semana haverá uma marcha nacional em defesa de direitos sexuais e reprodutivos, entre eles, a escolha pelo local de parto. O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, JORGE KUHN ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). O motivo foi a declaração favorável do profissional em relação ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). A Marcha está tomando enormes proporções, com adesão de 22 municípios, gerando grande repercussão na mídia e se configurando como um marco histórico.

Foi criado também um manifesto em repúdio à atitude arbritária do  CREMERJ, e estamos coletando assinaturas no seguinte link: http://www.manifestolivre.com.br/ml/exibir.aspx?manifesto=pariremcasa2012

Conclamamos tod@s que defendem os direitos sexuais e reprodutivos e a humanização do parto e do nascimento, tod@s que acreditam no direito de escolha da mulher em relação a seus partos, a se juntarem a nós e ajudar-nos a transformar este movimento em um momento histórico! Vamos mostrar nossa força e fazer ouvir nossas vozes! Venham com a família e os amigos, divulguem, tragam cartazes, instrumentos musicais e o que mais acharem que pode contribuir!

Estamos organizando um varal de fotografias de partos em que as escolhas da mulher foram respeitadas (domiciliares ou hospitalares). Quem tiver vivenciado um parto respeitoso e quiser contribuir com o varal, pode imprimir uma foto do parto em tamanho A3 e levar para a Marcha para montarmos o varal.

Estou enviando em anexo quatro opções de arte para camisetas da marcha, para quem quiser mandar fazer a sua. Mas vale também fazer camisetas com sua própria arte!

Abaixo, envio o release da Marcha Nacional, com mais informações, e os links de algumas matérias veiculadas na mídia.

Aguardamos vocês lá!!!

Abraços,

Dan Gayoso
Programa Boa Hora - Instituto Nômades

"Mulheres marcham em favor da liberdade de escolha no parto
Manifestações serão realizadas em várias cidades brasileiras em repúdio aos Conselhos de Medicina que estão punindo profissionais favoráveis à escolha do local de parto.

No próximo fim de semana (16 e 17), mulheres de várias cidades brasileiras vão ocupar as ruas em defesa de direitos sexuais e reprodutivos, entre eles, a escolha pelo local de parto. A iniciativa vem de várias organizações representativas da sociedade civil, entre elas, a ONG Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, a ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, e do Ishtar - Espaço para Gestantes.

O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro ( CREMERJ , que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, Jorge Kuhn, ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). O motivo foi a declaração favorável do profissional ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). Na reportagem, Kuhn afirmou que o ambiente domiciliar pode ser considerado um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gestações de baixo risco, assim como preconiza a Organização Mundial de Saúde.

A marcha também tem o objetivo de chamar atenção para a importância da humanização do parto e do nascimento e para a melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no Brasil, que tem registrado altas taxas de cesarianas, alcançando a primeira colocação no ranking mundial em número de procedimentos. De acordo com a Tabela de Nascidos Vivos no Brasil de 2011, que inclui dados da rede pública e privada de saúde, 52% dos partos realizados no país no ano passado foram cesarianas, número que vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, esse índice era de 38%.

As manifestantes consideram a decisão dos conselhos de Medicina em punir profissionais que se colocam a favor do parto domiciliar arbitrária, por compreenderem que a mulher deve ter o direito de decidir sobre o local em que pretende parir.

Escolha baseada em evidências

Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar. Um deles, realizado na Holanda, analisou quase 680 mil mulheres com gravidezes de baixo risco cujos partos foram atendidos entre 2000 e 2007 e que tiveram chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar. Os resultados evidenciaram que houve 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.

A pesquisa concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Petição Pública

Foi entregue ao ministro da saúde, Alexandre Padilha, uma petição abordando a necessidade de um debate cientificamente fundamentado sobre o local de parto e o movimento aguarda que ainda este ano se possa discutir essa questão na instância governamental. O endereço para assinar a petição é:http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=petparto

Links para referência:

MARCHA DO PARTO EM CASA

Rio de Janeiro - RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h da manhã
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500

São Paulo - SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) - Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090

São José dos Campos - SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h da manhã
Contato: Flavia Penido (12) 91249820

Campinas - SP
Local: Praça do Côco /Barão geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h da tarde
Contato: Ana Paula (19) 97300155

Ribeirão Preto - SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h da tarde
Contato: Marina B Fernandes (16) 9963-9614

Sorocaba - SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765

Ilhabela - SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h da manhã
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 91498405

Vitória - ES
Local: Praça dos Namorados - Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda (27) 8808-8184

Brasília - DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 09h30h da manhã
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090

Belo Horizonte - MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30 da tarde
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife - PE
Local: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Paty Brandão (81) 8838 5354 / 9664 7831, Patricia Sampaio Carvalho

Maceió – AL
Local: Concentração no Alagoinhas, marchando até a Praça Vera Arruda.
Data: 17 de junho, domingo.
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café (9107-3111)

Fortaleza - CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h da tarde
Contato: Semírades Ávila (85) 9984.0694

Salvador - BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11hrs da manhã
Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458, Anne Sobotta (71) 8231-4135 e Chenia d'Anunciação (71) 8814-3903 / 9977-4066

Natal-RN
Local: Parque das Dunas (ao lado da escultura Mãe-Terra)
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00
Contatos: Marina Viana (84) 9953-2041 e Rosário Bezerra (84) 9103-6140

Belém - PA
Local: Ao lado do Teatro da Paz - próximo ao Bar do Parque
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 9h da manhã
Contato: Sabrina Hosokawa (91) 8326-3339

Curitiba - PR
LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11 hrs da manhã
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587

Florianópolis - SC
Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende (raphaela.rnogueira@gmail.com)

Porto Alegre - RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00hrs
Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 / (51)3013-1344

Londrina - PR
Local: Calçadão em frente ao chafariz
Data: 16 de Junho, sábado
Horário: 12:00
Contatos: Marilia Mercer (43) 9995-4469 e Tami Somera (43) 9981-2961

Cascavel - PR
Local: Calçadão Catedral
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10:30
Contatos: Mariana Martins Notari (45) 9990-6200


Aqui está a matéria veiculada no Fantástico:


APOIADORES:

Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento
Ishtar - Espaço para Gestantes
Núcleo Carioca de Doulas
NUPAR - Núcleo de Parteria Urbana
ANDO - Associação Nacional de Doulas
Doulas do Brasil
Coren/RJ
ABENFO
Casa de Parto
Rede Feminista de Saúde
Instituto Aurora
Parto Ecológico
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
Posso Amamentar
BabyDicas
MAHPS - Movimento de Apoio a Humanizaçao do Parto em Sorocaba
Obstetricia USP Leste
Associacao de Obstetrizes USP
Pós Graduaçao Obstetricia PUC SP/Sorocaba
Roda BebeduBem
Maternamente
Instituto Nômades
Despertar do Parto
Casa da Luz
Espaço Acalanto - Brasília
R.A.M.A. - Rede de Apoio à Maternidade Ativa
GRUPO CURUMIM (RECIFE) 
Grupo de Pesquisa NARRATIVAS DO NASCER/UFPE
GAPN - Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos
Parto Ativo Brasil
Doula Curitiba
Nascer com Respeito
Anauê-Teino
Parto Luar

A Marcha na mídia

domingo, 20 de maio de 2012

Voltando do Além-Parto...



Desde o ano passado eu venho tentando retomar meus estudos da pós graduação que eu meio que esqueci desde o ano que Sara nasceu. Diga-se de passagem, que eu descobri que estava grávida quando já tinha começado a turma, então não pude abandonar o investimento que na época para mim era muito importante. Passados quase três anos, eles não fecharam mais turmas e a minha mente anda coçando, pedindo, implorando pelos estudos que eu não terminei. Hoje, passados dois anos e sete meses, eu volto do além-parto para retomar uma vida acadêmica que eu amava, o que muito me deixa feliz!!

Fico pensando em quantas mulheres já não passaram pelo mesmo que eu, ou seja, estar com a mente em algo "palpável" e estar com as emoções (leia-se hormônios) sem um pingo de vontade de acompanhar o plano intelectual!! eu passei por isso,sim! Mas pra voltar, não foi um caminho fácil. Minhas leituras até pouco tempo eram exclusivamente assuntos maternos - amamentação, maternação, gestação - hoje eu me policio para comprar livros mais lights desses temas (viu, Ric ;)? ), porque preciso focar novamente em uma outra área que eu me forcei a dar um tempo, pela Sara. HOJE eu sinto essa necessidade, HOJE eu sinto que POSSO voltar, não como a metade que todo patrão acha que a mulher fica depois de ter um filho, mas sim muito mais centrada, mais moderada, mais organizada (tinha que ser, né?? hihihihi), mais chata em alguns aspectos (leia-se sem tolerância para disse-me-disse). O filtro aumentou consideravelmente. Ou será só mais uma fase?? 

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A foto me intrigou porque a menina destacada nela parece muito com a Sara, quando faz biquinho para "ler"...

sábado, 19 de maio de 2012

O Tempo de uma Amizade



Estava eu de cama, com a "mardita" virose, e com nenhuma vontade de ler meus queridos livros que de vez em quando eu olho por terminar, quando me deparo com o tema do Sem Censura desta semana, mmmuito bom de ver por sinal, super bem conduzido pela excelentíssima (de excelente) Leda Nagle: A amizade no decorrer do tempo. 

Lembrei imediatamente de uma grande amiga que tive na adolescência, e que de uma forma ou de outra era referência para mim.Lembrei que nunca briguei com ela por causa de namorados, ou de maquiagem e nunca tive a impressão de estar "competindo" com ela por alguma coisa, assim como me lembrei que também senti muito ciúme dela, quando uma colega de colégio fez questão de "ser amiga" dela do nada, e de eu não ir muito com a cara dela de jeito nenhum também por causa disso...

Lembrei que mais tarde nos reencontramos e eu tentei dar a mesma sequência da amizade de outrora (ela se mudou em razão da morte do pai), mas ela tinha um namorado na época , que me vendo certo dia na casa dela, e sem ela saber/ver, veio me perguntar "que tipo de amizade forte era essa que tinha me feito lembrar dela só naquele dia?, tipo, dando a entender que eu de alguma forma havia a "abandonado" em algum momento e estivesse surgindo sabe-se lá com que intenção, naquele dia...eu lembro de ter dado uma resposta até muito básica, dada a interpelação ter saido de alguém que nem me havia visto mais magra na vida  e obviamente desconhecia o tanto de anos que me ligava àquela amiga e os tantos segredos e momentos que havíamos passado em nossas vidas, antes dele "existir". Fiquei passada. como uma criatura idiota daquela poderia falar daquele jeito?? me senti uma intrusa pelo resto do dia, apesar de ser tratada com a mesma doçura e amabilidade por esta amiga, sua irmã e sua mãe (que tinham presenciado tantos e tantos causos que aconteceram em nosso tempo de colegial) que antes.

Tempos depois, tentei telefonar á ela para conversar e marcar uma saida, mas ela, ao telefone comigo, estava nitidamente mais encantada com a voz do namorado ao lado (que sabia que era eu ao telefone), pois num momento resolveu  que não poderia conversar tanto comigo pois estava com o dito cujo em casa. Eu entendi  direitinho o que acontecia. Eu fiquei muito chateada com o ocorrido e contei a ela sobre o "interrogatório "que ele havia me feito. Mas desde ai não nos falamos mais. A encontrei no orkut e ela soube da minha gravidez, do meu parto, e ficou de ir comer comigo um bolo de abacaxi, pelo dia de visita para a minha filha, e que eu havia feito especialmente pra ela, a pedido...esperei em vão.

Mais tempo se passou, a encontrei solteira novamente, cursando faculdade, com um sobrinho peralta do lado (hoje ela tem mais um, de menos de mês) e hoje está grávida de seu primeiro filhotinho(a).

Outra pessoa maravilhosa me foi apresentado pela minha madrinha, no Rio de Janeiro, em 1988. Eu tinha completado 15 anos e minha mãe, do nada , apareceu com as passagens de avião na mão! fizemos as malas correndo e fomos viajar. Ele era, por assim dizer, o amigo de todas as horas da minha tia, e muito parecido comigo: adolescente sonhador. depois desse encontro nos correspondemos por quase três anos, me contava das suas participações nas novelas da Globo (ele era figurante), e eu ficava esperando ele aparecer conforme ele dizia...me escrevia cartas muito legais, dividíamos muitas das nossas loucuras e nunca sequer passou pela minha cabeça que algo estivesse errado. Gente, existe sim amizade entre homem e mulher! Eu fazia festas homéricas quando as cartas dele chegavam pelo correio, o carteiro já até sabia!!! Ai um amigo dele o chamou pra trabalhar no exterior e ele me contou por carta que precisava não escrever tanto. Eu chorei horrores, parecia que meu mundo ia acabar. Ele era a única pessoa que minha tia me deixava de "herança", que a havia conhecido e era nosso elo de ligação. Ela faleceu em meados de 1990.

Da última vez que nos falamos ele estava na Alemanha, em KOLN (colônia).Tentei novos contatos, no endereço do Leblon, mas nunca me retornaram. Bom , pelo menos ele deve ter recebido, porque as cartas não voltaram! :)

Eu queria muito que eles soubessem que eu nunca os esqueci. Que pelo menos, da minha parte, as nossas  aventuras e sentimentos de antigamente são as lembranças mais fortes e doces que tenho de uma amizade. Que mesmo com todas as separações da vida, eu NUNCA vou me esquecer deles. e que eu espero que um dia Sara encontre alguém assim, como nós: amizades leais e de valor.

Também veio na minha mente uma outra pessoa, que vivia dizendo para mim: "pode contar, comigo, viu?" ou "qualquer coisa, estou aqui.", mas que na verdade eu sentia que a coisa não era tanto pela amizade, se é que ali existia alguma coisa etérea a ponto de ser isso. Eu sentia que não podia me abrir com ela, que algo estava errado, ela forçava muito a "entrada", digamos assim, no "meu" mundo. No mundo que eu, ou nós tentamos esconder: o quarto dos caquinhos dos nossos sentimentos (vide "o apanhador de sonhos")...e desculpa viu, filha, eu não sou tão manipulável assim. Você não é, nem nunca vai ser AMIGA de alguém!! seus posts, no blog que você abandonou, me deixaram bem claro que eu não posso confiar em você. Alguém tão cheia de rancor, agressividade e posso até dizer, inveja, é no minimo uma péssima carta de referência. Desculpa, mas eu não quero gente como você na minha roda de amizades, é um direito que me assiste. A doçura árida no seu semblante apenas é a ponta do iceberg de tanta coisa nojenta que é esse emaranhado de sentimentos que você tem ai dentro, não resolvidos, e que você faz questão de expor nas listas de discussão de que você participa. Não se preocupe, eu não vou dizer seu nome, até porque cada um sabe onde o calo lhe aperta, e não vou maximizar suas frustrações. Mas nunca mais chegue perto de mim, nem venha me dizer, "que podemos ser amigas". Não seja infantil, não insulte minha inteligência, como você vem fazendo desde que nos conhecemos. "Game Over" para você.


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"As pessoas não aparecem em nossa vida por acaso: acabam levando um pouco de nós com elas e deixam um pouco de sí conosco".  Maior verdade que essa, impossível!!

sábado, 28 de abril de 2012

È Lógico!



Que coisa,né? quando a gente pensa que está abafando, lá vem um comentário do nosso filho(a) para acabar com a nossa onda...
Tarde de terça -feira, estava saindo com Sara para deixá-la na escolinha e estava mormaço, mas sabe quele mormaço que não tem sol e só tem nuvens, nem estava tããããooo quente? pois é, era assim.

Ai, como eu sempre tenho o costume de levar a sombrinha por causa da chuva das duas horas que tem dado aqui em Belém, por esses tempos, e no meio do caminho acabo abrindo para ela (quando o sol aparece), ela estranhou eu não ter feito isso e perguntou:
-Mamãe, "subrinha"!
-Mas não está chovendo, Sara!!
-Mas tá sol!

E é lógico, que eu abri a "subrinha" e dei na mão dela...foi a primeira vez que tivemos uma conversa "lógica", onde eu entendi e ela me entendeu (ou não?).

Agora tudo que ela quer comentar ela pergunta antes "por que"? e eu penso: "e lá vamos nós!" :D...

Bem-te-vi

Esta semana, Sara tem acordado junto com a mamãe (tipo 06:30 da manhã).Se eu ficar mais tempo que isso na cama ela começa a ficar se remexendo e "ruminando" alguma coisa, para me fazer sair. E é eu sair da cama pra ela abrir os olhinhos -PLIM!- e me seguir pela casa, até a hora de eu ir para o trabalho...Mas,claro, não antes de passear até a padaria e pedir os pãezinhos de costume e vir com eles pendurados numa sacolinha no ombro, como se fosse gente grande, retornando de uma compra no supermercado. Aliás, desde que ela tem pouco mais de 1 ano, ela adora "ajudar a mamãe" com as compras quando chegamos em casa, quer logo pegar a sacolinha mais pesada pra carregar, e nós sempre trocamos pela de algodôes e afins, que são mais leves.

E agora que ela está acordando com os bem-te-vís ( é assim que se escreve?), eu tenho que fazer sala até que a cuidadora dela da manhã acorde (minha irmã). As sonecas da tarde se foram, como que por encanto, e depois da escolinha, ela dorme ás 19:30, 20:30hs e só acorda de manhã. Eu não sei se rio ou se choro...lá vamos nós de novo, para uma nova readaptação geral!!!

È, meninas, casa com crianças pequenas vive em constante "tumulto", mas um tumulto muito bom, onde a gente sempre se entende, pelo bem dos pequeninos!!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Anencéfalos, vivos ou mortos??

Eu sou contra esse processo de massificação de uma opinião. Quem é, ou já foi mãe ou pai de um bebê assim sabe qual é a sensação por que se passa, só eles podem exprimir, seja qual sentimento for, num acontecimento desses. Mas eu digo uma coisa: EU não sou assassina!! posso dizer que hoje, neste momento, se EU estivesse nessa situação, não saberia o que fazer, mas matar meu próprio filho, jamais!

Então procurei alguns textos para leitura e encontrei os abaixo. Espero de coração que ajude alguém em sua decisão. Vejam que a maioria deles datam de 2004, ou seja, a questão é bastante antiga, e apesar de serem de religiões diferentes, todas as opiniões emitidas são pela VIDA:


AINDA A QUESTÃO DO ANENCÉFALO
(Folha Espírita - Dezembro/2004)

Colegas da AME-Brasil (Associação Médico-Espírita do Brasil) têm se surpreendido, tanto quanto eu mesma, com as colocações de confrades, em conversas nas Casas Espíritas, em artigos na internet, ou mesmo em cartas, a favor do aborto do anencéfalo.

Muitos alegam que o feto nessas condições não possui cérebro, sendo óbvio, portanto, que não tenha nenhum espírito ligado a ele. Este argumento, porém, não tem o respaldo da embriologia. Durante a sua formação, o feto anencéfalo pode ter, por distúrbios ou falhas do sistema vascular, a paralisação do desenvolvimento do Sistema Nervoso Central em pontos distintos. Assim, pode ter um único hemisfério cerebral, não ter nenhum, mas, sem dúvida, terá o diencéfalo ou as estruturas reptilianas responsáveis pelas funções primitivas e inconscientes. Tanto é verdade que o anencéfalo tem todas as atividades instintivas básicas preservadas, como o pulsar do coração e a possibilidade de expandir os pulmões, nos movimentos respiratórios normais. Não se pode dizer, portanto, que ele não tem cérebro, nem tampouco que morre ou pára de respirar ao nascer. Há inúmeros anencéfalos que persistem vivos por horas ou dias, após o nascimento, mesmo desconectados do cordão umbilical, justamente porque possuem o cérebro primitivo, responsável pelas funções básicas instintivas.

Perante o anencéfalo é como se estivéssemos diante de uma pessoa adulta em estado de coma profundo: o coração bombeia, os pulmões recebem a carga necessária, os órgãos trabalham, mas ele não tem consciência.
Com o Espiritismo aprendemos que a alma secreta os pensamentos de maneira extra-física e é muito mais importante que o próprio cérebro orgânico, porque o comanda, ainda que precariamente nos casos de lesões graves, sobrevivendo à sua morte. É o que acontece nos vários graus do estado de coma.

Se somos espíritas, a explicação para os fetos anencéfalos é muito mais lógica e racional. Não podemos nos esquecer de que só o Espírito tem capacidade de agregar matéria. Se não tivesse um Espírito no comando, o anencéfalo não poderia formar os seus próprios órgãos - e o fazem a tal ponto que eles são cogitados para transplantes -, não cumpriria o seu metabolismo basal, e não teria preservadas as suas funções vitais.

O Espírito expressa-se através do perispírito ou do corpo espiritual e este, por sua vez, modela o corpo físico. Se há erros ou deficiências na modelagem, isto significa que o Espírito deformou o seu perispírito por problemas cármicos ou faltas cometidas em outras vidas. Assim como podem ocorrer deficiências nos mais variados órgãos, a questão não é diferente em relação ao cérebro.

No caso do anencéfalo, o perispírito está lesado, principalmente, em seu chacra ou centro de força cerebral que é responsável pela percepção (visão, audição, tato etc), pela inteligência (palavra, cultura, arte, saber) e atua no córtex. O Espírito com este tipo de má-formação errou, portanto, na aplicação da inteligência e da percepção.

Os confrades favoráveis ao aborto do anencéfalo alegam que nele não há Espírito destinado à reencarnação conforme explica O Livro dos Espíritos. Aqui, detectamos um erro clássico, não se pode basear unicamente em uma resposta dos Instrutores Espirituais. Levantemos todas as respostas que eles nos dão acerca da formação dos seres humanos e destaquemos as mais importantes para a elucidação deste assunto.

Na questão 344, eles afirmam que a união da alma com o corpo dá-se no momento da concepção; um pouco mais adiante, na de nº 356, advertem que há corpos para os quais nenhum Espírito está destinado, explicando que isto acontece como prova para os pais. E ainda no desdobramento desta questão enfatizam que a criança somente será um ser humano se tiver um espírito encarnado. Se juntarmos todas estas respostas, concluiremos que os corpos para os quais poderíamos afirmar que nenhum espírito estaria destinado seriam os dos fetos teratológicos, monstruosos, que não têm nenhuma aparência humana, nem órgãos em funcionamento. Como vimos, nada disto se aplica ao anencéfalo, porque o espírito comanda, ainda que precariamente, um organismo vivo.

Carma
Há ainda outros equívocos no raciocínio dos que são favoráveis ao aborto. Alguns ponderam que, tendo a mãe ou o casal nascido numa época em que a ciência já pode detectar prematuramente o problema, eles teriam o direito de evitar esse carma, promovendo o aborto. Aqui, a pergunta é inevitável: desde quando se evita o carma ou o sofrimento, provocando a morte de um ser indefeso?

Jamais o aborto aliviará o carma de alguém, muito pelo contrário, somente o agravará. Só haveria um meio de se adiar esse carma, seria pelo impedimento da concepção, porque, quando a vida se manifesta no zigoto, entra em jogo um Poder Superior, que é responsável por ela, e ao qual devemos obediência e respeito.
O raciocínio, portanto, deve ser outro: diante do feto deficiente, é preciso que os pais pensem no grau de comprometimento que têm para com esta alma doente, e nos esforços que devem empreender para ajudá-la a recuperar-se. Também não há nenhuma razão para se invocar direitos que não existem, como o da mãe, o do pai, o da equipe médica ou o do Estado, de provocar o aborto, porque o anencéfalo constitui-se em um organismo humano vivo. Eliminá-lo, portanto, é crime.

A consciência responde-nos, portanto, que a única atitude compatível com a Lei do Amor é a da misericórdia, a da compaixão, para com o feto anencéfalo.
* Marlene Nobre é presidente das associações médico-espíritas Internacional e do Brasil


O Ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal, acolheu na semana passada uma liminar autorizando a “interrupção da gravidez” nos casos de fetos sem cérebro. Tais fetos, caso consigam desenvolver-se até à maturidade e o parto, geralmente, não sobrevivem por muito tempo fora do ventre da mãe. Trata-se, de fato, da permissão de “descumprir” a lei brasileira que veta o aborto, sem incorrer nas sanções previstas por essa lei. A decisão do Ministro causou perplexidades e ainda deverá ser julgada pelo plenário da Suprema Corte, podendo ser alterada, ou mantida.

A Presidência da CNBB emitiu uma Declaração manifestando sua posição contrária à liberação do aborto, nesses casos. O debate sobre esta questão passou à opinião pública através dos meios de comunicação e as perguntas da sociedade são muitas. A Igreja não poderia ficar ausente deste debate.

-Por quê a Igreja é contrária à “interrupção da gravidez” dos anencéfalos?

-Porque ela é a favor da vida e da dignidade do ser humano, não importando o estágio do seu desenvolvimento, ou a condição na qual ele se encontre. A vida é sempre um dom de Deus e deve ser respeitada, desde o seu início até o seu fim natural. Não temos o direito de tirar a vida de ninguém.

-Mas estes fetos não sentem dor, não podem expressar movimentos e não têm chance nenhuma de sobreviver. Podem ser considerados seres vivos?

-A vida humana não está apenas num órgão, como o cérebro, por mais importante que ele seja. A vida está no conjunto das funções do organismo. No caso desses fetos, tanto é verdade que são seres vivos, que eles podem se desenvolver no seio da mãe e chegar até à maturidade, para nascerem. Se não fossem seres vivos, não se desenvolveriam. E são seres vivos humanos. A verdade é que muitos deles já abortam naturalmente e os que nascem não podem viver por muito tempo fora do seio da mãe.

-Considerando que esses fetos não têm nenhuma chance de sobreviverem, não seria melhor eliminá-los logo, sem esperar que nasçam?

-Pensar assim, seria introduzir um princípio perigoso. A vida deve ser respeitada sempre, não importando quantos anos, dias, ou minutos alguém possa viver. Contrariamente, poderemos chegar também a concordar com a supressão da vida dos doentes terminais, dos idosos, dos que têm doenças incuráveis.

-A Igreja tem medo que a autorização do Supremo Tribunal possa abrir a porta para outras permissões questionáveis a respeito da vida humana?

-De fato, a posição da moral católica é pelo respeito à vida e não seria diferente, mesmo que se tratasse apenas dos anencéfalos. De toda maneira, permanece a suspeita de que essa decisão possa levar a outras semelhantes, como a permissão de eliminar fetos que tenham outras síndromes e doenças incuráveis, ou de permitir a eutanásia, quando se trata de doentes terminais, ou de pessoas com doenças incuráveis.

-Mas não deveríamos olhar também o lado da mãe, que gera um bebê sem cérebro? Ela não poderá ficar desesperada e com um drama prejudicial à sua saúde? Não seria melhor permitir que o feto fosse eliminado, para que a mãe não sofresse tanto? Tal gravidez não poderia colocar em risco a saúde da mãe?

-A mulher que gera um filho com anencefalia pode passar por um drama grave e por muitos sofrimentos, sabendo que o feto pode morrer ainda no seu seio, ou então, morrerá logo depois de nascer. Temos que ter muita compreensão para com essa mãe e a sociedade dispõe de muitos meios para ajudá-la. Mesmo o risco para a saúde da mãe pode ser controlado pela medicina. Mas o sofrimento da mãe não é justificativa suficiente para tirar a vida do filho dela. Além disso, fazer o aborto, nesses casos, pode marcar a mãe com um segundo drama, que ela vai carregar para o resto da vida. Abortar um filho não é solução, mas é um problema a mais para a mãe. Melhor, neste caso, é deixar que a natureza siga o seu curso natural.

-A opinião da sociedade, em geral, não é a mesma da CNBB e parece favorável à interrupção da gravidez dos fetos anencéfalos.

-Conhecemos apenas a opinião daqueles que têm o poder da comunicação, mas não sabemos se, de fato, a maioria das pessoas concordaria com o aborto dos anencéfalos. A verdade é que os juízos morais não dependem da opinião da maioria, mas da adequação à verdade das coisas. Não se pode esquecer que se trata de vidas humanas, que devem ser respeitadas sempre. Trata-se de vidas frágeis, doentes, indefesas. De uma sociedade culturalmente evoluída e humanamente responsável se espera que respeite a vida e a dignidade dos mais fracos e os ampare e proteja; se a sociedade dos adultos, dos fortes e sadios, dos que têm a ciência, a técnica, o dinheiro e o poder a seu dispor, não fizer isso, corremos o risco de voltar à lei da selva, onde os mais fortes se prevalecem dos mais fracos e indefesos. E seria a negação de toda a civilização e da cultura.

-Mas o Brasil é um Estado laico e não será a Igreja que vai determinar aquilo que a sociedade deve fazer.

-De fato, o Brasil não é um Estado religioso, mas a sociedade, em função da qual o Estado existe, é religiosa em sua grande maioria. O Estado não deve ir contra seus cidadãos, nem desrespeitar sua cultura e suas convicções. Ademais, o respeito à vida do próximo não é questão de religião e de convicção religiosa: Trata-se de uma questão de lei natural, que vale para todos, mesmo para os que não têm religião. Por esse princípio, não por uma questão de religião, é que cada cidadão pode contar com a proteção das leis contra aqueles que agridem sua vida, ou a põem em perigo.
Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo
Secretário Geral da CNBB
Artigo disponibilizado pela CNBB em 10 de julho de 2004


Em entrevista ao site da revista Carta Capital, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) comentou a postura de políticos e líderes evangélicos, de não se juntarem ao protesto organizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão ligado à Igreja Católica, contra a liberação do aborto em casos de anencefalia: “Esse julgamento do STF deveria estar estampado em todas as igrejas evangélicas de forma organizada, como está fazendo a Igreja Católica”, opinou.

Para o deputado, a decisão do STF pode abrir outros precedentes: “Será aberta uma brecha, principalmente, na cabeça das pessoas em relação a outras más formações. Por exemplo, se uma criança nasce com uma má formação na orelha ou nasce com síndrome de down, no futuro, as mães podem pensar que essas características gerarão traumas para a criança e optarão pelo aborto. Esse precedente não pode ser aberto. Isso não é progresso, é assassinato”.
Feliciano diz que a decisão, mesmo em casos de anencefalia, não pertence às mães, mas a Deus: “A mãe não pode ter direito à vida do filho. O bebê é outra vida e não podemos matar uma criança, as crianças não podem ser punidas. As pessoas que defendem isso (descriminalização do aborto em casos de anencefalia) são pessoas que perderam a sensibilidade. A vida é um dom de Deus. Deus dá e Deus tira.

O pastor Marco Feliciano explicou ainda que não criticou seus pares na Frente Parlamentar Evangélica, mas que o cuidado com a questão deveria ser maior: “Acredito que houve um problema de comunicação. Houve falta de acompanhamento do assunto pelos congressistas da bancada em razão de muitas pautas circularem pela Câmara e da denúncia de corrupção contra nosso companheiro de bancada Demóstenes Torres”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista:

Caso favorável, a decisão do STF abre precedentes para outras decisões referentes ao aborto?
Marco Feliciano: Sem sombra de dúvida. Caso a decisão seja favorável à descriminalização do aborto em caso de anencefalia do feto será aberta uma brecha, principalmente, na cabeça das pessoas em relação a outras más formações.
Por exemplo, se uma criança nasce com uma má formação na orelha ou nasce com síndrome de down, no futuro, as mães podem pensar que essas características gerarão traumas para a criança e optarão pelo aborto.
Esse precedente não pode ser aberto. Isso não é progresso, é assassinato.

Esse posicionamento não negligencia o risco que a gravidez pode causar e o direito de escolha da mãe?
A vida tem que ser respeitada. A medicina pode cuidar da vida da mãe e do bebê. É uma questão de respeito à vida, de ética e de moral. A mãe não pode ter direito à vida do filho. O bebê é outra vida e não podemos matar uma criança, as crianças não podem ser punidas. As pessoas que defendem isso (descriminalização do aborto em casos de anencefalia) são pessoas que perderam a sensibilidade.

A vida é um dom de Deus. Deus dá e Deus tira.
Em um artigo, o senhor criticou a bancada evangélica a respeito da falta de posicionamento sobre o tema. Existe um racha entre os congressistas religiosos?

Não, acredito que houve um problema de comunicação. Houve falta de acompanhamento do assunto pelos congressistas da bancada em razão de muitas pautas circularem pela Câmara e da denúncia de corrupção contra nosso companheiro de bancada Demóstenes Torres.

Esse julgamento do STF deveria estar estampado em todas as igrejas evangélicas de forma organizada, como está fazendo a Igreja Católica.

Caso o STF arbitre a favor da descriminalização, existe a possibilidade do Congresso criar um Projeto de Lei para retomar o assunto?
Com certeza, o Legislativo vai se posicionar e cumprir sua função de legislar. A função do STF é de julgar de acordo com a lei criada pelo Legislativo.Se a descriminalização for aprovada, vamos fazer barulho na Câmara e representar o desejo e a moral do povo que nos elegeu. E seja o que Deus quiser.

Fonte: Gospel+

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

De tempos em tempos...

"Eu vejo uma florzinha crescer no meu jardim, tão bonitinha sim, uma gracinha enfim, com seus olhinhos brilhantes plimplim olhando para mim..."

As vezes eu paro para observar as novidades: ela agora anda se balançando ao som da turma da mônica, os dedinhos estão maiores, mais longos e fico imaginando uma bela pianista, ou uma violoncelista maravilhosa (que Amy Chua não me ouça). Ela corre com os colegas na escola, e enquanto isso, eu fico olhado as mães, avós e babás falarem para as crianças não correrem pra não ficarem suadas (putz, acho que elas não sabem que até no ar condicionado, você sua...), vejo o quanto algumas crianças são "cerceadas" no melhor da brincadeira. Não pode pular, porque pode cair, não pode correr, porque vai ficar todo melado (como me disse a babá hoje: "tipo, e se vier alguém de fora e quiser abraçar a criança, ela vai estar toda cheia de suor"?? eu fiquei pensando: ué, QUEM vai chegar da rua e pegar na criança, FORA do horário da aula??? a mãe, né?? e dai?? a mãe não gosta do cheirinho de suor do seu filho??? mas porque essa preocupação, se todos vão acabar tomando banho no final do dia, antes de irem para casa?? por que ela não diz logo "que é para não sujar a roupa para ela poder colocar na criança no dia seguinte o mesmo uniforme (YES, é isso!!!)?? e o que a criança pode fazer então? ficar parada, vendo todo mundo se divertir, rir, se pintar, se sujar?? EU não vou ficar doida e ficar todo o tempo o nome da minha filha, senão acaba gastando :): menina, não faz isso, menina, não faz aquilo, cuidado meninaaaaa!!! ai, me dá nas tamancas!! aaahhhh, se elas soubessem o quanto Sara caiu, se arranhou, suou, se sujou!!! "eu não fico nem um pouco preocupada" -falei- "sou eu quem lava as roupas dela mesmo, sou eu quem dou banho, dou almoço, deixo brincar, cair...é sinal de saúde!" :) Ai, eu nunca sei o que elas querem dizer com o olhar que elas me lançam: se é de pena ou aquele "meu deus, ela é doida" kkkkkkkk... 

Eu quero uma infância sadia pra minha filha! uma infãncia em que se possa correr, brincar, subir em árvores (eu sou desse tempo), tomar banho de chuva debaixo da chuva ou naquela bica da casa do vizinho, quero que ela fique fascinada por um grupo de música (tipo Menudo ou Polegar), que goste de ir ao cinema com os pais, que encare a vida como uma aventura e não fique se preocupando com o dia de amanhã (como eu, que era superpreocupada com coisas de adulto, mesmo sendo criança), que curta cada estrelinha no céu, e me diga um novo final para uma velha estória. Tudo bem, pode ter alguns frufrus, algumas frescurinhas de menina, mas que não seja uma garota que só queira ser amiga de alguém porque aquele alguém tem carro, ou porque vai nas baladas, ou porque é bonitinho, que só queira comer arroz e feijão. Quero que ela sinta orgulho de mim, do pai dela, das coisas que passamos para que ela fosse feliz. Quero muito, que quando chegar o meu dia, eu possa dizer "completei minha missão, está tudo bem, posso ir em paz"... Porque tudo que foi feito, foi do meu jeito meio incerto, mas foi com todo o coração.

Então, outro dia eu estava pensando em uma forma de que ela realmente entendesse e valorizasse isso tudo, da forma mais natural possivel. E me lembrei que adorava as estórias dos escoteiros sobrinhos do Pato Donald, que tive um primo escoteiro lá no Rio de Janeiro, e uma amiga do segundo grau aqui em Belém que era bandeirante e ela pelo menos, era meio doidinha = do gênero, alegre, extrovertida, que te faz ver o mundo com outros olhos, e adorava me explicar o quanto era bom participar de um grupo assim. E agora, digitando este post, me veio á mente a figura da Flor de Liz (não sei o motivo de ter pensado nela, especificamente!) para pôr como figura do texto, e pasmem: A flor de Liz é o simbolo do Escotismo!!!


Mais,na net:
Detalhe: só em Belém temos 16 grupos de escoteiros, e 40 contando todo o Estado!! Escolha um que seja próximo da sua casa para que seu filho participe, se ele já tiver idade. Depois da experiência da amamentação, exterogestação, maternação consciente, fraldas e calcinhas de pano, acredito que esta é mais uma etapa que devamos dar de presente aos nossos filhos, como uma continuidade de tudo o que estamos mostrando a eles desde pequenos; e hoje em dia é mais uma opção construtiva de fortalecimento do caráter, ao invés das tradicionais escolinhas de balé, futebol, natação e inglês, que tem seu valor, mas que na minha opinião cansam muito corpo e mente, com fórmulas muito pré estabelecidas (leia-se decorebas) de como, onde e porque fazer, esquecendo que o "descobrir as coisas por sí só" também é muito legal!  :D
Então, o que vocês acham??? Quem quer ser escoteiro levante a mão!!