terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quem mandou "blogar"?


Eu nunca tive essa intenção.escrever estórias da minha vida "na net", para todo mundo ver, me dava arrepios.medo de não ser compreeendida, medo de "escrever besteira", um medo danado!!! :)

VIrar "blogueira" é meio que "um desabafo" para mim. Eu não chego aos pés da Nanda Café, da "Dedinhos de moça", da Renata Olah, eu não publico nada "técnico" demais. Não que elas façam isso(ou até façam), mas cada uma, do seu jeito, virou meio que uma referência nas minhas leituras. Assim como Sherlock Holmes e Monsieur Poirot (Agatha Christie) elas tem essa mesma linguagem, de fazer luz em situações aparentemente sem importância, mas que no dia a dia tem um valor inestimável para quem já tinha esquecido do sabor de como era nos "tempos antigos"(que também são os meus). Essas vivências são "o caminho de Santiago de Compostela" para quem está no inicio da maternidade, puerpério, impedem de cair em depressão, de ficar muito ansiosa, ensinam a ficar descarada(kkkkk), a botar a boca no trombone e não ter medo de ter medo, poque afinal de contas, todo mundo é Humano e cada um sabe onde lhe aperta o calo.

Eu participo de algumas listas de discussão e infelizmente, acontecem mal resolvidos. às vezes, a gente acaba desabafando em uma o que não se consegue dizer em outra, seja para não prejudicar o andamento das "reais" discussões, seja porque em uma das listas o monitoramento é tão grande que chega a te sufocar, te impedindo inclusive de expor suas idéias, seu modo de pensar, sua vivência e de alguma forma tentar ajudar quem pede ou quem não tem "coragem" de perguntar. eu mesma já recebi muitos PVT´s de gente querendo me impedir de dizer o que penso, como se a partir do momento que você entra em uma lista de discussão, você tivesse que ser um eco do pensamento dos coordenadores da lista, como se sua mente se tornasse "propriedade" de alguém e pior, como se tudo o que você disser não "valesse" de nada, e olha que pessoas vem e vão nessas listas, ninguém nem vê, mas tem sempre alguém que se acha melhor que todo mundo só porque participa (ou fica em OFF) um bom tempo, e volta querendo minimizar a participação dos outros, querendo saber mais da sua vida que você(sem nunca ter nem parado pra ter uma conversa normal contigo), e até querendo "dar um jeitinho"para fazer aquilo que "acha" que é sua vontade (ai, esses achismos!!:P).Gentem, "lavagem cerebral", não! isso não é legal, não é produtivo. Bom, então nesses casos, o que eu estou fazendo em uma lista de "discussão"???graças a Deus, ninguém pensa igual a ninguém e ninguém vive a mesma vida que o outro, senão seria um mundo muiiiito chato!!! :)

Hoje eu já não tenho medo.estou escancaradamente sem vergonha. tive que fazer a mesma coisa em uma viagem que fiz a Recife, em 2000, por conta de apresentar um trabalho em Congresso. "Quem tem boca vai a Roma", eu repetia isso muitas vezes durante o percurso, pois era minha primeira viagem fora da terrinha e eu ia sozinha, meio que na doida, pois era uma oportunidade intensamente nova e profissionalmente boa para mim.Depois disso, na maternidade, virou meio que uma necessidade. hoje eu não me calo, porque já fiz parte da turma do fundão que costuma ser "caladinha" e acaba não aprendendo a lição direito, por medo de "ah, o professor vai me achar muito burra" ou "ai, a turma vai me achar uma chata", ou por ficar na esperança de que alguém vá perguntar o que eu queira saber e eu não vá precisar abrir a boca. NÂO. Eu quero perguntar agora EU MESMA o que eu quero saber, para que não fique nada nas entrelinhas. Então eu digo: PUBLIQUEM!! sejam sem vergonhas, no bom sentido. o que não mata, engorda e sai na lipo do próximo ano(ou na academia de daqui a pouco -kkkkkkk), mas também lava a alma e nos faz mais felizes. e não se envergonhem de SUAS vivências, pois a sua História é parte de você.

E quem não quiser somar, também não venha menosprezar, porque mais tarde você poderá lembrar: "ah,bem que fulana falou"....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Permita-se ser imperfeita!!



Esse texto foi-me enviado por e-mail por uma amiga. Creio que, em algum momento nestes últimos dois anos, eu lembrei que sou apenas uma mera mortal. E acreditem, é a mais pura verdade!

"'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros...

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada .

Tempo para fazer tudo .

Tempo para dançar sozinha na sala .

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem...

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Mágica do Bê-á-Bá.

Imagem retirada de portuguesembadajoz.wordpress.com


Eu ainda fico feito bolha de sabão, quando escuto Sara, os pouquinhos, começar a formar frases e gostos e dizer o que quer e o que não quer...lembro de quando começaram os ruidinhos gostosos de nenén recén nascido (òoo,ùuuu,áaaa), depois os báa,bóo, depois as "conversas" que pareciam cantoria e que ás vezes ela fazia sem parar para respirar(como quando fomos pra Mosqueiro pela primeira vez, e ela colocou os pés na areia, e ficou tomando sol na praia, e quando voltou pra casa,aninhada no colo da tia Carol, contou tooooodddaasss, por mais de quinze minutos), como se estivesse contando uma estória muito engraçada ou tentando dizer o quanto tinha sido bom o dia dela e o quanto de coisas legais ela tinha visto, feito, tudo colorido com aquela risadinha maravilhosa de bebê que a gente não esquece...

As pessoas se preocupam tanto com que idade a criança vai começar a andar, ou falar, que esquecem de curtir esses momentos únicos que eu só posso quardar na mente e no coração!! eu tenho uma vizinha que a bebê dela, até então com 1 ano e quatro meses, não andava, e ela pensava que era "anormal" pra idade dela...quem disse isso pra ela,gente???ainda não tinha andado porque apesar de ela já ter essa idade, ainda não estava preparada, neh? Sara mesmo só andou com 11 meses, só iniciou a "falar" mesmo agora, com 1 ano e 11 meses, e eu não me descabelava por nada disso!!...

Primeiro, ela só emitia sons parecidos com uma palavra, depois imitava as palavras, mas não sabia o que queria dizer, depois foi "conectando" as palavras com a mesma situação ou coisa que ela entende ser pra ela, e a pouco tempo ela começou a formar pequenas frases, tipo:"qué comê", "qué ábua", "tia caol banbanho(tia carol tomando banho)", "pichá com a mini(passear com a minie,nossa cadela)", "cato miau comê(gato quer comer)", "sapato" e a preferida: "qué chuco(suco)", além de "lindo, lindo, qué lindo"(agora tuudo é liindo-as ávores enfeitadas, as luzinhas piscando, um guardanapo de mesa bordado-kkkk).

A cada dia eu fico surpreendida com essa mágica do Bé-a-bá! fico imaginando como é que essa linguagem foi parar na boca do bebê, e fico dando risada sozinha a cada "exposição de vontades" da minha filha! outro dia, eu estava dando banho nela,e um pouco de água caiu nos seus olhos...ela virou pra mim e disse "não faça isso, mamãe!" como se eu tivesse deixado cair água de propósito...quando já está satisfeita, também fala "não qué mais,mamãe" e ás vezes eu prontamente acolho a sugestão, outras eu tento só mais um pouquinho, ás vezes eu coloco pouca comida no prato e ela pede "mais, mamãe" ou outro dia, quando ela falou o "bom dia,mamãe" e já era de noitinha :):):)  

Ai vem aquela sensação gostosa, sabe, a mesma de quando você sente os bracinhos do seu filho ao redor do seu pescoço, te abraçando pela primeira vez?? aquela sensação de aconchego, de querer bem, de que tudo está caminhando, de que tudo está acontecendo no seu tempo, sem pressa, sem furdunço, sem agonia? é isso!...eu adooooro isso!! só as conversas muito longas que ela ainda continua a fazer naquela lingua do "p"- que eu tento, tento, forço a imaginação mas não consigo falar igual ,kkkkkkk- e as gesticulações "enormes de grandes", de quem está vendo um elefante no meio da sala e aquelas caretinhas que me matam de rir, como se algo muito importante estivesse sendo falado com uma urgência danada, logo depois seguidas por uma explosão de risadas que eu não consigo descobrir o motivo...e eu continuo achando o máximo vivenciar essa mágica no dia-a-dia e ter todo o tempo do mundo para vê-la florescer...ah, a mágica do crescimento!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Filho de Daniel

retirado do Livro de contos "Velas.Por quem?" da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros.



"Não bastasse a tempestade que se abateu sobre a cidade naquela noite, o filho de Daniel nasceu pequeno e feio, cheio de dificuldades. Dificuldades pra nascer, pra chorar, pra respirar, dificuldades pra se alimentar.
O melhor vinho do Porto selecionado para brindar à chegada do filho de Daniel quase foi esquecido, tamanha a correria no hospital pra salvar tão frágil criaturinha a necessitar de aparelhos complicados e urgências.
Debruçado sobre o rico berço, Daniel, alto e forte e poderoso, jamais tinha demorado os olhos sobre tão destituído ser.
Aos dois anos de idade o filho de Daniel já abalara sensivelmente a fortuna do pai, tantas eram as viagens internacionais, intercontinentais, as casas de saúde, intermináveis discussões com especialistas em vidas tão frágeis.
Daniel – que a cidade inteira aprendera a admirar como o ganhador imbatível de todas as medalhas, o saltador invicto dos mais difíceis obstáculos, ganhava um filho incapaz de aprender a andar de bicicleta.
O filho de Daniel exigia vigilias cansativas e noites insones. A asma arrebentava-lhe o magro peito, os olhos saltavam e Daniel, desesperado, embalava-o em vão nos braços musculosos, aquecia-lhe em peito tão hirsuto.
Daniel que fizera misérias no time de futebol do colégio, quebrando os adversários com chutes violentos e jogadas mirabolantes, tinha que se contentar em ver o filho interessar-se por futebol de botão, entre tossidas e espirros.
Sensível a quedas, a roxuras, a alergias raras, fácil de ser contaminado, o filho de Daniel era conhecido por sua fraqueza.
A caixa de medalhas conquistadas por Daniel durante toda a sua saudável juventude fora esquecida.
Não havia sentido nenhum em concorrer com a púnica medalha exibida por seu filho: a medalha de ouro maciço, um Anjo da Guarda de compridas asas para melhor voltear, para ser mais rápido e salvar seu protegido nos tantos perigos.
Ver o filho sorrindo parecendo sem sofrimento, Daniel viu uma só vez. Foi quando chamou para sua casa um mágico andarilho, cavanhaque pontiagudo que tirava coelhos da cartola, e sorria com dentes de ouro. Protegido pelos braços do pai, o filho de Daniel acendera olhar tão deslumbrado e batera palmas de tanto contentamento que Daniel andou pensando em aprender mágicas para salvar seu filho.
Pensou e executou. Comprou caixas e livros, comprou cartolas e lenços coloridos enquanto deixava crescer o cavanhaque.
Cada emoção provocada, médicos e enfermeiras entravam apressadamente pela porta da frente.
Benzedeiras, bruxas e videntes serviam-se das portas dos fundos que Daniel não tinha assim tantas opções para ajudar seu filho.
Durou tão pouco o sonho. Um médico circunspecto surpreendeu o coração do filho de Daniel batendo descompassado e, sem magia, receitou doses pequenas de emoção tirando-lhe por fim a fantasia.
Aos oito anos o filho de Daniel descobriu as histórias nos livros.
No princípio sonhou com ladrões e salteadores de estradas. De uma feita quase mata Daniel de susto ao acordar no meio de um pesadelo gritando palavras cabalísticas para ajudar João e Maria a escaparem da bruxa.
Um dia descobriu a história do Pequeno Polegar, herói pequeno e iniciou sem perceber, novo ciclo de viagens em abas de chapéus...
Sarou não sarou de vez e é bom esclarecer. Mas pra quem acompanhou o resto da história do filho de Daniel, muita coisa milagrosamente começou a acontecer.
Ao passarem os dois, pai e filho, a caminho do trabalho já podia ouvir dizer: Lá vai Daniel e seu pai.
E quem ousaria imaginar que a história desse pai e desse filho tivesse sido tramada nos confins da Idade Média, quem?"

 
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Deixo para reflexão...bjss!

domingo, 20 de novembro de 2011

O Dilema da escolha da escola.



Estou ás voltas com um velho dilema: colocar ou não minha filha na escola, aos 2 anos ? E não é fácil! aqui temos escolas (e creches) pra todos os gostos e bolsos. Algumas atendem "emergências" e vocês podem deixar seus babys de 1 mês lá por um curto espaço de tempo, tipo, se você quiser ir ao "shopps" sem ser "incomodada", ou pra ir naquela balada sem nenhuma culpa, pois "tem certeza " de que ele estará bem, ou por periodo integral, pelo simples motivo de que a mãe PRECISA trabalhar.Veja bem, precisa MESMO.

Seria muito bom se eu pudesse parar tudo pra ficar em casa, tratando da nossa filhota. seria muito bom se eu pudesse, finalmente, conseguir uma babá de confiança para que eu pudesse terminar minha segunda pós ou estudar para um outro concurso sem ter que me preocupar com as coisas da casa. Às vezes eu gostaria de ser duas pra dar conta de tudo.E agora, a escolha da escola...

Pensei numa listinha bem básica para perguntar na visita á escola, mas depois da visita sempre surgem novas dúvidas,néh?:

1-Estrutura para os bebês: tem Tv na sala, ar condicionado, piscina por perto(pra MIM, seria não,não e não-fica muito fácil para os cuidadores não fazerem nada de atividades com os bebês)? como são dados  os banhos, é todo mundo junto (meninos e meninas) ou vão cada grupo de meninas/meninos por vez? o local de comilança é junto das crianças maiores?pode levar brinquedo de casa para a escola?como são acondicionados os pertences pessoais?quantas "tias" tema na sala e quantas crianças cada turma tem?

2-Estrutura da escola: se tem "taxa de atraso"pois, tem escola que cobra se você pegar seu filho fora do "expediente deles", não importando se caiu o maior pau d´água, o trânsito ficou uma merda e aquela temida rotatória tá u ò pra você passar dela, ocasionado pelo menos mais meia hora até você chegar na escola, se deixam você ficar com seu filhote na primeira semana, para adaptação do seu pequenino tesouro, se tem local reservado ou não pra você amamentar(caso o esteja), como é a sala de brincadeiras?como é a sala de cochilo?tem área verde dentro da escola? tem bastante espaço para atividades?tem alguma atividade extracurricular? você pode entrar em contato com a escola por e-mail, caso precise de alguma informação? ela te responde os e-mail´s?o cardápio é apresentado aos pais para que eles opinem ou as crianças trazem a comidinha de casa?

3-Qual a metodologia pedagógica que eles utilizam? Montessori, Waldorf ou Construtivista? eles "impõem" religião ou a comemoração de datas religiosas que não tem nada a ver com sua familia(os evangélicos, por exemplo, não comemoram o Círio de Nazaré, os Adventistas não participam de nenhuma atividade aos sábados, se na escola houver)? essa última pergunta tive que colocar, para abrir a questão da obrigatoriedade de participação, pois claro, tenho interesse particular nisso.

4-Logistica sua: A escola é perto/longe de casa? quanto tempo eu levo pra chegar lá?tem alguém próximo que numa emergência, possa verificar o ocorrido? A maioria das escolas já utilizam um formulário que você indica com quem a criança entra e sai da escola, e eles só deixam sair se for com aquela pessoa especifica, fora isso, só autorizando na agenda do aluno, em casos MUITO específicos também.

Então, até final de Novembro estarei com estas questões...E porque isso? se fosse por mim, ela entraria numa escola só com 4 anos mesmo (eu mesma entrei só com 6, minha mãe é professora primária e me alfabetizou em casa, minha irmã com cinco foi para o "prézinho" e eu lembro que adorava mais o lugar aonde ela estava-colorido, com brincadeiras, danças, músicas-do que a minha sala), mas noto que Sara já fica emburrada quando fica muito tempo dentro de casa, adooora ver outras crianças perto, quer interagir, quer explorar outros ambientes, fica super feliz só de dar uma passeadinha na esquina e ver o movimento da rua. Eu sei que cada criança tem seu tempo, e por isso mesmo, acredito que ela vem apresentando sinais de querer voar...rasteirinho ainda, mas só isso é o suficiente pra mim.

E a quem interessar possa: Não,eu não estou querendo "me livrar" da minha filha, até porque isso é impossível de acontecer!! Mas se ela mesma já me diz como quer trilhar seu caminho, quem sou eu pra impedir??  Vou pôr "umas" lagriminhas fora (kkkkkk) ? Vou, com toda certeza. Mas nunca mais vou poder ser egoísta. E nunca vou poder ser acusada de não dar oportunidades para ela. 

O aprendizado e obstáculos que ela vai ter e como ela vai superá-los, será graças á capacidade dela e ajuda de Deus.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Que fazes de teu filho? - Por Jobis Estêvão

retirado de http://www.intensiterno.com.br/




"Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado a vossa guarda? (Cap. XIV, item 9 ESE)"

Dos compromissos que tens diante da ensancha de viveres na Terra, o trabalho da educação dos teus filhos é dos mais significativos. Constituindo-se em portentosa missão para os padrões do mundo, o labor da paternidade e da maternidade é daqueles que te poderá elevar a altos céus de ventura ou arrojar-te em bueiros de sombras de remorsos indizíveis. O mundo, com todas as suas constituições, instituições e costumes, vezes sem conta, tem-te feito chafurdar em valas de agonia, pelas dúvidas cruéis que te costumam assaltar no que se refere ao conduzimento dos filhos. Deverá deixá-los fazer o que queiram, a fim de que te vejam como moderno e agradável? Será melhor que os orientes para o que devem, de modo que te sintam como responsável e amigo com o passar dos dias, ainda que hoje se rebelem, considerando-te um estraga prazer. Deverás liberá-los para os vícios e licenças sociais, em nome do livre-arbítrio deles? Será melhor que os conduzas para a compreensão do valor do corpo carnal como instrumento de progresso, bem como para o fato de que toda liberdade real só tem sentido quando se assenta nos códigos da responsabilidade, mesmo que hoje te achem antiquado ou cafona. Deverás liberá-los para a iniciação sexual dos enamoramentos infantis, que lhes poderão trazer insolúveis problemas? Melhor seria que dialogasses com teus filhos, falando-lhes da seriedade da relação afetiva de dois seres, e que mesmo diante da permissividade atual, na área da sexualidade como em tantas outras áreas, o sexo só tem valor ético e traz verdadeiras alegrias para a alma, à medida que quem o maneja tenha crescido psicológica e moralmente, a fim de que a sua prática não se converta numa ilhota de prazer pelo prazer, ocultando seus frutos, muitas vezes, nas fossas do abortamento, deixando profundas lesões emocionais, espirituais e mesmo físicas.

Não te entristeças se, por enquanto, te lançarem a pecha de ultrapassado. Deverás deixá-los à margem da tua fé, aguardando que possam optar sobre o que desejam seguir, quando ainda sejam crianças? Melhor seria que compreendesses que a criança não está em condições para fazer escolhas e análises filosóficas, cabendo aos pais esse capítulo da sua orientação. Por outro lado, se deixas teus filhos sem os cuidados oriundos da tua crença, facilmente eles assimilarão, por influência do atavismo, as conveniências e acomodações mundanas, deixando sempre para mais tarde o envolvimento com o Cristo, o que se lhes converterá em sérios desastres, entendendo-se que a grande leva de almas terrestres para aqui vêm, em razão das suas necessidades de recomposição intelectual e moral, em função dos comprometimentos com o equívoco.

Não te perturbes com a atitude dos que pensam diferente e, assim, queiram injetar-te suas idéias de fundo comodista, com laivos de aberrante materialismo. Vale que medites sobre o que fazes de teus filhos. Na certeza de que, em verdade, não te pertencem, será super válido que lhes ponhas na consciência os mapas da honestidade, da lealdade, da amizade. Será importantíssimo que lhes apontes os rumos da fraternidade, da solidariedade, nas obras de Deus. Imprescindível que lhes orientes para o respeito a si mesmos, para o respeito aos semelhantes, cooperando com o Criador para o erguimento do Reino do Bem no mundo.

Dialoga com teus filhos com lúcida argumentação, ouvindo o que têm a dizer-te com tranquilidade e compreensão, fazendo-os sentir que o nosso percurso humano é por demais meteórico e deveremos aproveitar o mundo para aprender e empreender o melhor, porque, como cidadãos do Universo, os lares da imensidão nos aguardam e todos nós, pais, filhos e irmãos na Terra, em realidade, somos todos irmãos, em Deus, na marcha determinada para a felicidade.

(De "Revelações da Luz", de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo).

Lendo este texto eu me recordei do primeiro presente que recebi depois de parida, o único que não era para minha bebê, o único que me tocou a alma, e que me fez "cair a ficha" de que eu tinha uma enorme responsabilidade à frente...eu fiquei num estado que não podia ler a estória, colocada em uma moldura e lindamente ilustrada, que eu chorava, pensando:  e agora, meu Deus? será que vou ser digna? será que vou conseguir orientar minha filha pelos caminhos, tanto os tortuosos quanto os alegres, de maneira que ela consiga sempre se reerguer e mais tarde poder orientar seu filhos também???

só o tempo vai me dizer... trancrevo o texto que recebi abaixo, embora creio que muitas já devam ter visto pela net:

"Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã… Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:
- Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você… A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.


Criança:
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.


Criança:
- E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus:
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.


Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus:
- Seu anjo lhe defenderá, mesmo que signifique arriscar sua própria vida.


Criança:
- Mas eu serei sempre triste, porque eu não te verei mais!

Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você.


Nesse momento, havia muita paz no Céu...mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, qual é o nome do meu anjo?


E Deus respondeu :
- Você chamará seu anjo de … MÃE!"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1ª Slingada em Belém


Sara, 5 meses, Páscoa de 2010.


Em comemoração à Semana Internacional de incentivo ao Sling, com o apoio da Associação Nacional de Carregadores de Bebês - Babywearing Brasil e patrocínio da Slings Barrigando, aconteceu no último 16 de Outubro, na Praça da República, a “1º Slingada Belém”, coordenada pela artesã e estudante de Direito da UNAMA Loyda Macedo, que reuniu vários pais e mães que utilizam o Sling como forma de manter o bebê mais próximo de quem o carrega, imitando os braços de um adulto, contribuindo tanto para a diminuição de cólicas, como no auxilio à amamentação. Bebês que são acostumados a estar nele desenvolvem-se mais rapidamente pois a postura em que o bebê fica acomodado é similar àquela em que ele estava no útero materno, propiciando o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e auxiliando no tratamento da displasia de quadril, doença que geralmente é diagnosticada ao nascer, tornando assim a transição do útero para o engatinhar e andar mais positiva e tranquila, de acordo com o tempo do próprio bebê: “Não sou uma defensora do sling porque fabrico, na verdade eu fabrico porque sou defensora do sling, depois de ter vivido a experiência, passei a achar que toda mamãe e papai merecem passar por isso, então decidi fabricar”, disse Loyda. Em alguns países da Europa e América do Sul, o Sling é peça fundamental no dia-a-dia, inclusive tendo sido inspiração para diversas maternidades, no tratamento de bebês prematuros (Projetos Mãe-canguru).

mais??? veja em : 
Licia Ronzulli, deputada italiana, leva sua filha Vitória para o trabalho

Mamaço, 05 de Junho de 2011: Tayla com Isaque(sling azul) e Loyda e Liz (sling rosa).

Eu s Sara(1a11m), na manhã da Slingada Belém.

 
Sim!! nós aqui já temos uma fabricante que segue as normas de segurança da BWB na confecção de carregadores de bebês!! ufa! muito diferente dos que eu tenho visto por aqui, com argolas de aluminio chatinhas(e não as verdadeiras, que são mais rolicinhas), e tecidos grossos, tipo a cortina da sua avó, ou ainda, com uns NÒS muito feios no lugar das argolas, coisa de quem quer ver seu bebê cair no chão e depois pôr a culpa no "sling" comprado a "três porradas"( ou seja, de qualquer tecido, de qualquer jeito de argola). Loyda é uma amiga muito querida que conheci no grupo de gestantes de que participei, o que de certa forma a incentivou a trazer um pouco de conforto para nossas crianças! foi uma reunião agradável de pessoas com muito em comum, o que me deu a sensação de não estar fazendo nada por obrigação, muito pelo contrário!! A novidade ficou por conta do Wrap sling feito com o tecido furadinho, geralmente utilizado para fazer slings de praia, super bem acabado nas costuras, e que foi totalmente aprovado (estou com ele na foto), tanto que nem senti que Sara estava no meu colo, foi colocar e amar!! Parabéns, Loyda, pelo carinho,entusiasmo e cuidado com que você confecciona nossas "redinhas" mais do que especiais!! que Deus permita, ano que vem tenhamos mais uma slingada pra comemorar!!! :)
 
algumas fotinhas da slingada: