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domingo, 20 de novembro de 2011

O Dilema da escolha da escola.



Estou ás voltas com um velho dilema: colocar ou não minha filha na escola, aos 2 anos ? E não é fácil! aqui temos escolas (e creches) pra todos os gostos e bolsos. Algumas atendem "emergências" e vocês podem deixar seus babys de 1 mês lá por um curto espaço de tempo, tipo, se você quiser ir ao "shopps" sem ser "incomodada", ou pra ir naquela balada sem nenhuma culpa, pois "tem certeza " de que ele estará bem, ou por periodo integral, pelo simples motivo de que a mãe PRECISA trabalhar.Veja bem, precisa MESMO.

Seria muito bom se eu pudesse parar tudo pra ficar em casa, tratando da nossa filhota. seria muito bom se eu pudesse, finalmente, conseguir uma babá de confiança para que eu pudesse terminar minha segunda pós ou estudar para um outro concurso sem ter que me preocupar com as coisas da casa. Às vezes eu gostaria de ser duas pra dar conta de tudo.E agora, a escolha da escola...

Pensei numa listinha bem básica para perguntar na visita á escola, mas depois da visita sempre surgem novas dúvidas,néh?:

1-Estrutura para os bebês: tem Tv na sala, ar condicionado, piscina por perto(pra MIM, seria não,não e não-fica muito fácil para os cuidadores não fazerem nada de atividades com os bebês)? como são dados  os banhos, é todo mundo junto (meninos e meninas) ou vão cada grupo de meninas/meninos por vez? o local de comilança é junto das crianças maiores?pode levar brinquedo de casa para a escola?como são acondicionados os pertences pessoais?quantas "tias" tema na sala e quantas crianças cada turma tem?

2-Estrutura da escola: se tem "taxa de atraso"pois, tem escola que cobra se você pegar seu filho fora do "expediente deles", não importando se caiu o maior pau d´água, o trânsito ficou uma merda e aquela temida rotatória tá u ò pra você passar dela, ocasionado pelo menos mais meia hora até você chegar na escola, se deixam você ficar com seu filhote na primeira semana, para adaptação do seu pequenino tesouro, se tem local reservado ou não pra você amamentar(caso o esteja), como é a sala de brincadeiras?como é a sala de cochilo?tem área verde dentro da escola? tem bastante espaço para atividades?tem alguma atividade extracurricular? você pode entrar em contato com a escola por e-mail, caso precise de alguma informação? ela te responde os e-mail´s?o cardápio é apresentado aos pais para que eles opinem ou as crianças trazem a comidinha de casa?

3-Qual a metodologia pedagógica que eles utilizam? Montessori, Waldorf ou Construtivista? eles "impõem" religião ou a comemoração de datas religiosas que não tem nada a ver com sua familia(os evangélicos, por exemplo, não comemoram o Círio de Nazaré, os Adventistas não participam de nenhuma atividade aos sábados, se na escola houver)? essa última pergunta tive que colocar, para abrir a questão da obrigatoriedade de participação, pois claro, tenho interesse particular nisso.

4-Logistica sua: A escola é perto/longe de casa? quanto tempo eu levo pra chegar lá?tem alguém próximo que numa emergência, possa verificar o ocorrido? A maioria das escolas já utilizam um formulário que você indica com quem a criança entra e sai da escola, e eles só deixam sair se for com aquela pessoa especifica, fora isso, só autorizando na agenda do aluno, em casos MUITO específicos também.

Então, até final de Novembro estarei com estas questões...E porque isso? se fosse por mim, ela entraria numa escola só com 4 anos mesmo (eu mesma entrei só com 6, minha mãe é professora primária e me alfabetizou em casa, minha irmã com cinco foi para o "prézinho" e eu lembro que adorava mais o lugar aonde ela estava-colorido, com brincadeiras, danças, músicas-do que a minha sala), mas noto que Sara já fica emburrada quando fica muito tempo dentro de casa, adooora ver outras crianças perto, quer interagir, quer explorar outros ambientes, fica super feliz só de dar uma passeadinha na esquina e ver o movimento da rua. Eu sei que cada criança tem seu tempo, e por isso mesmo, acredito que ela vem apresentando sinais de querer voar...rasteirinho ainda, mas só isso é o suficiente pra mim.

E a quem interessar possa: Não,eu não estou querendo "me livrar" da minha filha, até porque isso é impossível de acontecer!! Mas se ela mesma já me diz como quer trilhar seu caminho, quem sou eu pra impedir??  Vou pôr "umas" lagriminhas fora (kkkkkk) ? Vou, com toda certeza. Mas nunca mais vou poder ser egoísta. E nunca vou poder ser acusada de não dar oportunidades para ela. 

O aprendizado e obstáculos que ela vai ter e como ela vai superá-los, será graças á capacidade dela e ajuda de Deus.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1ª Slingada em Belém


Sara, 5 meses, Páscoa de 2010.


Em comemoração à Semana Internacional de incentivo ao Sling, com o apoio da Associação Nacional de Carregadores de Bebês - Babywearing Brasil e patrocínio da Slings Barrigando, aconteceu no último 16 de Outubro, na Praça da República, a “1º Slingada Belém”, coordenada pela artesã e estudante de Direito da UNAMA Loyda Macedo, que reuniu vários pais e mães que utilizam o Sling como forma de manter o bebê mais próximo de quem o carrega, imitando os braços de um adulto, contribuindo tanto para a diminuição de cólicas, como no auxilio à amamentação. Bebês que são acostumados a estar nele desenvolvem-se mais rapidamente pois a postura em que o bebê fica acomodado é similar àquela em que ele estava no útero materno, propiciando o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e auxiliando no tratamento da displasia de quadril, doença que geralmente é diagnosticada ao nascer, tornando assim a transição do útero para o engatinhar e andar mais positiva e tranquila, de acordo com o tempo do próprio bebê: “Não sou uma defensora do sling porque fabrico, na verdade eu fabrico porque sou defensora do sling, depois de ter vivido a experiência, passei a achar que toda mamãe e papai merecem passar por isso, então decidi fabricar”, disse Loyda. Em alguns países da Europa e América do Sul, o Sling é peça fundamental no dia-a-dia, inclusive tendo sido inspiração para diversas maternidades, no tratamento de bebês prematuros (Projetos Mãe-canguru).

mais??? veja em : 
Licia Ronzulli, deputada italiana, leva sua filha Vitória para o trabalho

Mamaço, 05 de Junho de 2011: Tayla com Isaque(sling azul) e Loyda e Liz (sling rosa).

Eu s Sara(1a11m), na manhã da Slingada Belém.

 
Sim!! nós aqui já temos uma fabricante que segue as normas de segurança da BWB na confecção de carregadores de bebês!! ufa! muito diferente dos que eu tenho visto por aqui, com argolas de aluminio chatinhas(e não as verdadeiras, que são mais rolicinhas), e tecidos grossos, tipo a cortina da sua avó, ou ainda, com uns NÒS muito feios no lugar das argolas, coisa de quem quer ver seu bebê cair no chão e depois pôr a culpa no "sling" comprado a "três porradas"( ou seja, de qualquer tecido, de qualquer jeito de argola). Loyda é uma amiga muito querida que conheci no grupo de gestantes de que participei, o que de certa forma a incentivou a trazer um pouco de conforto para nossas crianças! foi uma reunião agradável de pessoas com muito em comum, o que me deu a sensação de não estar fazendo nada por obrigação, muito pelo contrário!! A novidade ficou por conta do Wrap sling feito com o tecido furadinho, geralmente utilizado para fazer slings de praia, super bem acabado nas costuras, e que foi totalmente aprovado (estou com ele na foto), tanto que nem senti que Sara estava no meu colo, foi colocar e amar!! Parabéns, Loyda, pelo carinho,entusiasmo e cuidado com que você confecciona nossas "redinhas" mais do que especiais!! que Deus permita, ano que vem tenhamos mais uma slingada pra comemorar!!! :)
 
algumas fotinhas da slingada: