Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Que fazes de teu filho? - Por Jobis Estêvão

retirado de http://www.intensiterno.com.br/




"Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado a vossa guarda? (Cap. XIV, item 9 ESE)"

Dos compromissos que tens diante da ensancha de viveres na Terra, o trabalho da educação dos teus filhos é dos mais significativos. Constituindo-se em portentosa missão para os padrões do mundo, o labor da paternidade e da maternidade é daqueles que te poderá elevar a altos céus de ventura ou arrojar-te em bueiros de sombras de remorsos indizíveis. O mundo, com todas as suas constituições, instituições e costumes, vezes sem conta, tem-te feito chafurdar em valas de agonia, pelas dúvidas cruéis que te costumam assaltar no que se refere ao conduzimento dos filhos. Deverá deixá-los fazer o que queiram, a fim de que te vejam como moderno e agradável? Será melhor que os orientes para o que devem, de modo que te sintam como responsável e amigo com o passar dos dias, ainda que hoje se rebelem, considerando-te um estraga prazer. Deverás liberá-los para os vícios e licenças sociais, em nome do livre-arbítrio deles? Será melhor que os conduzas para a compreensão do valor do corpo carnal como instrumento de progresso, bem como para o fato de que toda liberdade real só tem sentido quando se assenta nos códigos da responsabilidade, mesmo que hoje te achem antiquado ou cafona. Deverás liberá-los para a iniciação sexual dos enamoramentos infantis, que lhes poderão trazer insolúveis problemas? Melhor seria que dialogasses com teus filhos, falando-lhes da seriedade da relação afetiva de dois seres, e que mesmo diante da permissividade atual, na área da sexualidade como em tantas outras áreas, o sexo só tem valor ético e traz verdadeiras alegrias para a alma, à medida que quem o maneja tenha crescido psicológica e moralmente, a fim de que a sua prática não se converta numa ilhota de prazer pelo prazer, ocultando seus frutos, muitas vezes, nas fossas do abortamento, deixando profundas lesões emocionais, espirituais e mesmo físicas.

Não te entristeças se, por enquanto, te lançarem a pecha de ultrapassado. Deverás deixá-los à margem da tua fé, aguardando que possam optar sobre o que desejam seguir, quando ainda sejam crianças? Melhor seria que compreendesses que a criança não está em condições para fazer escolhas e análises filosóficas, cabendo aos pais esse capítulo da sua orientação. Por outro lado, se deixas teus filhos sem os cuidados oriundos da tua crença, facilmente eles assimilarão, por influência do atavismo, as conveniências e acomodações mundanas, deixando sempre para mais tarde o envolvimento com o Cristo, o que se lhes converterá em sérios desastres, entendendo-se que a grande leva de almas terrestres para aqui vêm, em razão das suas necessidades de recomposição intelectual e moral, em função dos comprometimentos com o equívoco.

Não te perturbes com a atitude dos que pensam diferente e, assim, queiram injetar-te suas idéias de fundo comodista, com laivos de aberrante materialismo. Vale que medites sobre o que fazes de teus filhos. Na certeza de que, em verdade, não te pertencem, será super válido que lhes ponhas na consciência os mapas da honestidade, da lealdade, da amizade. Será importantíssimo que lhes apontes os rumos da fraternidade, da solidariedade, nas obras de Deus. Imprescindível que lhes orientes para o respeito a si mesmos, para o respeito aos semelhantes, cooperando com o Criador para o erguimento do Reino do Bem no mundo.

Dialoga com teus filhos com lúcida argumentação, ouvindo o que têm a dizer-te com tranquilidade e compreensão, fazendo-os sentir que o nosso percurso humano é por demais meteórico e deveremos aproveitar o mundo para aprender e empreender o melhor, porque, como cidadãos do Universo, os lares da imensidão nos aguardam e todos nós, pais, filhos e irmãos na Terra, em realidade, somos todos irmãos, em Deus, na marcha determinada para a felicidade.

(De "Revelações da Luz", de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo).

Lendo este texto eu me recordei do primeiro presente que recebi depois de parida, o único que não era para minha bebê, o único que me tocou a alma, e que me fez "cair a ficha" de que eu tinha uma enorme responsabilidade à frente...eu fiquei num estado que não podia ler a estória, colocada em uma moldura e lindamente ilustrada, que eu chorava, pensando:  e agora, meu Deus? será que vou ser digna? será que vou conseguir orientar minha filha pelos caminhos, tanto os tortuosos quanto os alegres, de maneira que ela consiga sempre se reerguer e mais tarde poder orientar seu filhos também???

só o tempo vai me dizer... trancrevo o texto que recebi abaixo, embora creio que muitas já devam ter visto pela net:

"Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã… Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:
- Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você… A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.


Criança:
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.


Criança:
- E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus:
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.


Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus:
- Seu anjo lhe defenderá, mesmo que signifique arriscar sua própria vida.


Criança:
- Mas eu serei sempre triste, porque eu não te verei mais!

Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você.


Nesse momento, havia muita paz no Céu...mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, qual é o nome do meu anjo?


E Deus respondeu :
- Você chamará seu anjo de … MÃE!"

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que é "ser Mãe"?


Da lista ISHTAR Brasil




"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em começar uma família.

Nós estamos fazendo uma pesquisa, ela diz, meio de brincadeira. Você acha que eu deveria ter um bebê?'

Vai mudar a sua vida, eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro. 

Eu sei, ela diz, nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar a luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar -E se tivesse sido o MEU filho? Que cada acidente de avião, cada incêndio irão lhe assombrar. Que quando ela ver fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicura impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio as bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma.

Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida – não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.

Este presente abençoado de Deus... Que é ser Mãe."

Autor desconhecido