segunda-feira, 23 de julho de 2012

E a nossa VOZ, quem vai CALAR????


Textos retirados das postagens de Dra. Melania Amorin, e da REHUNA do Facebook. Foto Retirada do post do Dr. Ricardo Herberth Jones no Facebook.


"Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor
do nosso jardim.

E não dizemos nada.



Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.



Até que um dia,

o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada."

Antes de tudo, lembro: "FAZ ESCURO MAS EU CANTO" (Thiago de Mello)

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CARTA ABERTA AO CREMERJ

Como médica-obstetra, cidadã e ativista do Movimento pela Humanização do Parto e Nasci-mento no Brasil, venho tornar público o meu repúdio à resolução 266/12 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), que veta a presença de doulas, obstetrizes e parteiras em partos hospitalares.


Com essa resolução arbitrária e que não se justifica a partir da série de "considerandos" com que o CREMERJ inicia o seu texto, esse Conselho demonstra uma lamentável falta de conhecimento de todas as evidências científicas correntemente disponíveis pertinentes à importância das obstetrizes e doulas em um modelo de assistência obstétrica humanizado e centrado na mulher. Mais ainda, vai contra as diretrizes do Ministério da Saúde e a Política Nacional de Humanização da Saúde.


A participação das obstetrizes (profissionais formadas em curso superior de Obstetrícia) não somente integra o modelo transdisciplinar de assistência ao parto, mas tem demonstrado resultados SUPERIORES a outros modelos, como é bem demonstrado na revisão sistemática da Biblioteca Cochrane: em um modelo de atenção promovido por obstetrizes, as mulheres têm menor risco de hospitalização antenatal, de analgesia regional e parto instrumental. Têm maior chance de partos sem analgesia, parto vaginal espontâneo, maior sensação de controle durante o nascimento, atendimento por uma obstetriz conhecida e início do aleitamento. Adicionalmente, têm menor risco de experimentar perda fetal antes de 24 semanas e menor duração da hospitalização neonatal. A recomendação dessa revisão sistemática é que deve-se oferecer um modelo de atenção promovido por obstetrizes à maioria das mulheres e AS MULHERES DEVERIAM SER ENCORAJADAS A REIVINDICAR ESSA OPÇÃO.


Em relação às doulas, outra revisão sistemática da Biblioteca Cochrane incluindo 21 ensaios clínicos randomizados e mais de 15.000 mulheres avaliando os efeitos do suporte contínuo intraparto evidenciou que mulheres que receberam esse suporte tiveram maior chance de ter parto vaginal espontâneo, menor necessidade de analgesia de parto, menor risco de relatar insatisfação com a experiência de parto, menor duração do trabalho de parto, menor risco de cesariana, parto instrumental, analgesia regional e nascimento de bebês com baixos escores de Apgar no 5o. minuto. A análise de subgrupo evidenciou que o suporte contínuo intraparto era MAIS EFETIVO quando providenciado por DOULAS!


Em maio de 2012, eu tive a oportunidade de publicar um comentário para a Biblioteca de Saúde Reprodutiva (RHL) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Dra. Leila Katz, avaliando essa revisão sistemática da Cochrane. Em nosso comentário, PUBLICADO NO SITE DA RHL com o aval da OMS, nós concluímos que TODOS OS HOSPITAIS DEVERIAM IMPLEMENTAR PROGRAMAS PARA OFERECER SUPORTE CONTÍNUO INTRAPARTO, integrando doulas nos serviços de maternidade, UMA VEZ QUE OS MELHORES DESFECHOS MATERNOS E NEONATAIS SÃO OBTIDOS QUANDO O SUPORTE CONTÍNUO INTRAPARTO É OFERECIDO POR DOULAS. Essa estratégia é particularmente importante quando os gestores desejam reduzir as altas taxas de cesarianas em seus hospitais ou países.


No país campeão mundial de cesarianas, no qual nos deparamos com a vergonhosa taxa de 52% de cesáreas, que superam 80% no setor privado, situação que se repete no próprio Rio de Janeiro, onde a taxa de cesáreas na maioria dos hospitais privados ultrapassa 90%, o CREMERJ tem se omitido de forma indesculpável e, mais que isso, dá mostras de que pretende alimentar e perpetuar esse modelo perverso que tantos danos e sequelas tem provocado às mulheres brasileiras.
Em vez de combater a epidemia de cesarianas desnecessárias, o CREMERJ fecha os olhos à lamentável INFRAÇÃO ÉTICA das cesáreas SEM INDICAÇÃO MÉDICA, sob pretextos mal definidos por condições não respaldadas pela literatura. Diversos estudos demonstram que as absurdas taxas de cesárea nos hospitais brasileiros não ocorrem por pedido das mulheres, uma vez que a maioria das brasileiras continua demonstrando preferência pelo parto normal. O QUE JUSTIFICA ENTÃO TAXAS DE MAIS DE 90% DE CESÁREAS? Por que, em vez de fiscalizar, indiciar e PUNIR os médicos que ENGANAM suas pacientes e realizam cesarianas desnecessárias, infringindo assim o Artigo 14 do Capítulo III do Código de Ética Médica vigente em nosso país (que veda ao médico a realização de atos médicos desnecessários), o CREMERJ, na contramão das boas práticas baseadas em evidências, quer COIBIR estratégias que comprovadamente reduzem as taxas de intervenções e cesarianas desnecessárias?
Não podemos nos calar diante de tamanha arbitrariedade e tentativa de legislar sobre o corpo feminino, desrespeitando a autonomia e o protagonismo da mulher. O Conselho Federal de Medicina, o Ministério Público e o Ministério da Saúde devem ser notificados dessa tentativa absurda do CREMERJ de transformar o parto em um ato médico e desconsiderar tanto a atuação de outros profissionais no atendimento transdisciplinar ao parto e nascimento como o próprio DIREITO das mulheres de escolher COM QUEM querem ter os seus filhos e quem querem como acompanhantes nessa experiência única e transformadora do nascimento.

Melania Amorim, MD, PhD
Médica-obstetra
CRM - PB 5454CRM - PE 9627
Professora de Ginecologia e Obstetrícia da UFCG, Professora da Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil do IMIP, Pesquisadora Associada da Biblioteca Cochrane, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e Coordenadora do Núcleo de Parteria Urbana (NuPar) da Rede pela Humanização do Nascimento (ReHuNa).

Ditadura(?) - Não! é a resposta do CREMERJ à Marcha do Parto em casa.

Texto retirado do Facebook do dia 19/07/2012. Foto retirada do facebook, enviada pela ONG Amigas do Parto.

RESOLUÇÃO CREMERJ N. 266/12
Dispõe sobre a responsabilidade do Diretor Técnico em relação a assistência perinatal prestada por pessoas não habilitadas e/ou de profissões não reconhecidas na área da saúde.

O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 15 da Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pelo Decreto n.º 6821 de 14 de abril de 2009.


CONSIDERANDO os artigos 4º, 7º, 8º e 11 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que respectivamente, exigem a adoção de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso da criança e do adolescente, e asseguram a estes atendimentos médico;


CONSIDERANDO que a Resolução CFM nº 1641/02, de 12 de julho de 2002 veda a emissão, pelo médico, de Declaração de Óbito nos casos em que houve atuação de profissional não-médico;


CONSIDERANDO a Resolução CFM nº 1627/01, de 23 de outubro de 2001 e a Resolução CREMERJ nº 121/98, de 25 de março de 1998, que disciplinam o Ato Médico;


CONSIDERANDO que a assistência ao ciclo grávido-puerperal é um evento dinâmico, exigindo vigilância permanente em virtude de situações emergenciais que podem surgir durante o trabalho de parto, envolvendo o binômio materno-fetal e exigindo procedimentos médicos complexos imediatos;


CONSIDERANDO o artigo 18 do Código de Ética Médica que veda aos médicos “Desobedecer aos acórdãos e às resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina ou desrespeitá-los.”


CONSIDERANDO o artigo 19 do Código de Ética Médica “Deixar de assegurar, quando investido em cargo ou função de direção, os direitos dos médicos e as demais condições adequadas para o desempenho ético-profissional da Medicina”.


CONSIDERANDO o artigo 6º da Constituição Federal, que estabelece que a saúde e a proteção à maternidade e à infância são direitos sociais;


CONSIDERANDO o artigo 24 do Decreto 20.931/32, que determina que os institutos hospitalares só poderão funcionar sob a responsabilidade e direção técnica de médicos;


CONSIDERANDO o artigo 15 da Lei nº 3.999/61, que dispõe que os cargos ou funções de chefia de serviços médicos somente poderão ser exercidos por médicos;


CONSIDERANDO a Lei Estadual nº 3.613/01, que garante direitos aos usuários do SUS no Estado do Rio de Janeiro, dentre eles a realização de parto em hospital devidamente equipado;

CONSIDERANDO que no decorrer do trabalho de parto e até 24 horas após podem ocorrer eventos adversos, que representem risco à parturiente e ao recém nato;

CONSIDERANDO, finalmente, o deliberado em 370ª Sessão Plenária do Corpo de Conselheiros realizada em 13 de julho de 2012.
 R E S O L V E:

Art. 1º É vedada a participação de pessoas não habilitadas e/ou de profissões não reconhecidas na área da saúde durante e após a realização do parto, em ambiente hospitalar, ressalvados os acompanhantes legais.
Parágrafo único. Estão incluídas nesta proibição as chamadas “doulas”, “obstetrizes”, “parteiras”, etc.
Art. 2º Esta Resolução não se aplica às enfermeiras obstetrizes legalmente reconhecidas conforme disposto nos incisos II e III do artigo 6º da Lei nº 7.498/86.
Art. 3º O descumprimento desta Resolução é considerado infração ética passível de competente processo disciplinar.
Parágrafo único.  É responsabilidade do Diretor Técnico da unidade o cumprimento desta Resolução.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 13 de julho de 2012.


Consª Márcia Rosa de Araujo
Presidente
Consº Sergio Albieri
Diretor Primeiro Secretário
Publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro em 19 de julho de 2012, Parte V, p.10.
RESOLUÇÃO CREMERJ N. 265/12


Art. 1º É vedada a participação do médico nas chamadas ações domiciliares relacionadas ao parto e assistência perinatal.

Art. 2º É vedado ao médico participar de equipes de suporte e sobreaviso, previamente acordadas, a partos domiciliares.

Art. 3º Ficam excetuadas as situações de urgência/emergência obstétrica, devendo ser feita a notificação compulsória ao CREMERJ, circunstanciando o evento.

Art. 4º É compulsória a notificação ao CREMERJ, pelos Diretores Técnicos e plantonistas de unidades hospitalares, do atendimento a complicações em pacientes submetidas a partos domiciliares e seus conceptos ou oriundas das chamadas “Casas de Parto”.

Art. 5º O descumprimento desta Resolução é considerado infração ética passível de competente processo disciplinar.

Rio de Janeiro, 13 de julho de 2012.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Uma Daquelas...

Hoje acordei com uma noticia maravilhosa.
Nessas horas, minha memória musical me dá uns presentes bem loucos, desencavando músicas que eu adorava na minha´época de adolescente. agora, por exemplo, estou no serviço, e do nada comecei a cantarolar:



"

Barata Kafka

Capitão Mamão

Uma Barata Chamada Kafka
Inimigos Do Rei

Encontrei uma barata na cozinha
Eu olhei pra ela ela olhou pra mim
Ofereci a ela um pedaço de pudim
O curioso foi que ela

Ela disse sim vem cá ficar comigo
Sim! Gosta de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafka

Ofereci a ela um disco do Sex pistols
Ofereci a ela uma batida de limão
Perguntei se ela gostava de beatles
Perguntei se ela era de escorpião
Ela disse sim vem cá ficar comigo
Sim! Gosta de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafka

Você mora na barata ribeiro num edifício
Que tem um buraco perto do chuveiro
Já se drogou com detefon, insetizan, fumou baygon
Tudo quanto é tipo de veneno você acha bom

Sim! Vem, kafka comigo
Sim! Gosta de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, cá ficar com nós

Como posso evitar essa coicidência
Encontrar uma barata com a minha aparência
La cucaracha,La cucaracha! tome cuidado com a sandália de borracha
La cucaracha,La cucaracha! tome cuidado com a sandália de borracha

Sim vem kafka comigo!
Sim, gosta de tudo que eu gosto!
sim,vem cá fica comigo
sim,vem kafka
La cucaracha,La cucaracha! tome cuidado com a sandália de borracha
La cucaracha,La cucaracha! tome cuidado com a sandália de borracha"


Dizem que o espirito se alimenta dessas pequenas alegrias no dia a dia, bom, então o meu está guloso, porque a musica não sai da minha cabeça!!! :D cada uma... :D

domingo, 8 de julho de 2012

Estórias fantásticas ou porque a Sara é Batizada/Apresentada.

Imagem retirada de"odeliriodabruxa.blogspot.com"

"Podem me chamar de doida, mas aconteceu comigo".

Vocês podem falar que é chavão começar por uma frase tão batida, mas eu gostaria de falar um pouco sobre essa parte do meu puerpério, que eu achei muito doida e até hoje eu lembro nitidamente das sensações, e digamos, dignas de filme de terror.

Bom, minha gravidez transcorreu sem problemas, além da tontura de vez em quando e do sono que me acometia ferozmente pela parte da tarde, depois do dia 12 de outubro daquele ano. minha ginecologista da época dizia que "era um milagre" que eu não tivesse tido nenhum mioma ou cisto ou qualquer coisa no meu útero naquela idade (35 anos), já que eu NUNCA tinha ido a um profissional deste antes (claro, ela falou isso dois anos antes de eu engravidar) já que meu útero estava limpo, limpo (dãã, toda mulher TEM que ter problema??).

Meu esposo é evangélico, e eu sou batizada católica (mas não pratico, ou seja, já não ia na missa desde os meus 17 anos ou da minha saída do grupo jovem, não lembro qual dos dois ocorreu primeiro) como já comentei por aqui. O maior medo dele é que não conseguisse me engravidar, pelo fato dele ser diabético (não sei quem foi que falou isso pra ele!) ele fez "um compromisso com Deus", mas ele dizia que faltava eu "aceitar"a minha parte do compromisso(gerar), que Deus nos entregaria o que havíamos pedido. Eu não sei como, mas eu sentia que o ponto crucial era esse: eu REALMENTE ainda não queria ter filhos...em Outubro de 2007, dois meses antes de nosso casamento, talvez pelo turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo, eu pedi a Deus, chorando, que se fosse da vontade dele, me enviasse um bebê, que a minha mãe pudesse ter um netinho/netinha para alegrar os dias dela (ela completa 70 anos ano que vem), para que ela não precisasse ficar babando em cima dos netos dos outros (Sara é a primeira neta. eu achava horrível um tio meu que vinha "esfregar" os netos na cara da mamãe, toda vez que aparecia em casa do nada. Esse mesmo tio NUNCA apareceu pra ver a Sara, depois, nem pra socializar com os primos).

Meu esposo diz até hoje que "Sara é um presente, a promessa que se cumpriu".Apois.

Ficamos dois anos na casa de minha mãe. E o primeiro ano de noites mais estranhas que eu já tive.

Antes do primeiro mês, eu dormia na cama e Sara no berço. eu não dormia praticamente a noite toda. vivia acordando e levantando, acordando e levantando, chegava a acordar e ficar olhando um pouquinho pra ter a certeza de que ela respirava (não, eu ainda não tinha lido sobre bebês que morrem dormindo) e notava que ela também não dormia direito longe (tipo,em dois passos eu já estava do lado do berço). Uma noite resolvi colocar o colchão do lado do berço, ela dormiu bem, mas eu não!

Sonhei que uma mulher batia e gritava na soleira da janela, dizendo que eu tinha que devolver o filho dela!! aparentava uns 45 anos, cabelos negros, de óculos aro fino, magra. sabia que não podia ser ninguém da casa, pois já era madrugada (a gente pensa em sonho, viu?kkk) e meu primeiro pensamento foi em lembrar que eu tinha fechado todas as janelas e portas!! eu lembro de no sonho/pesadelo levantar do colchão (eu estava deitada da mesma forma, no colchão do lado da menina), olhar pra ela e dizer : "aqui não tem seu filho não, tem só a minha filha! vai embora!aqui não tem nenhum menino,não!!! e acordei!

Depois disso, eu constantemente "sentia" como se tivesse alguém dentro do quarto, mesmo ele com a porta fechada!Eu adormecia com o olhos na porta, e ás vezes eu acordava com a nítida impressão de alguém ter chamado meu nome ao meu ouvido, ou de ter gritado lá fora. Eu realmente não escutava chamar, era só a sensação, sabe, quando você está quase dormindo e de repente pensa que vai cair no abismo?? era mais ou menos assim, acordando no susto.

Ai eu decidi: vou batizar a Sara. Contra a vontade do marido. Batizado concluído com 20 dias de "xixita".

Por algum tempo, deu certo. Quando ela estava para completar nove meses, o negócio ficou feio!

Voltei a dormir na cama. eu ainda ouvia  me chamarem de manhã, mas dessa vez era só a avó avisando que ia sair.

Mas, Por três noites seguidas, eu sentia minhas costas se retesarem (eu dormia de bruços , defronte da janela em que a mulher de antes falou comigo), sabe como quando você vê que alguém vai te fazer uma cócega? pois é, mas não eram cócegas, eram CALAFRIOS! Na quarta noite (é, eu contei!), eu já dormindo de bruços, fico meio acordada e espantada com o calafrio subindo e descendo a minha espinha, isso umas quatro vezes, Gente, era algo mmmuito forte!! e algo me dizia pra eu não levantar e virar para olhar pela janela. No meio do quase sono, eu estatelada na cama, de bruços, escutava DE VERDADE alguém CORRENDO do lado de fora da casa, indo e voltando do lado em que ficam as janelas dos quartos, como se estivesse aflito para tentar ENTRAR!! e eram passos de adulto- tum, tum,TUM- correndo no "chagão" de 1,5m ao lado da casa, começava defronte da MINHA janela, parava aonde eu penso que era a janela da minha mãe e voltava!!! eu pensava: "isso é sono, eu ainda estou entre dois mundos". Aos poucos o ruido foi levemente parando e o arrepio foi embora.

No sábado seguinte, fizemos o que o meu esposo já tinha pedido: fomos apresentar nossa filha no templo.

Depois daí, nunca mais teve outro episódio parecido.

Ah, mais uma coisa: Nossa família é a segunda que viveu na casa, portanto ela não tem como ser mal- assombrada. Mas tem algumas coisas que me intrigam até hoje, que aconteceram lá. No quarto onde nós dormíamos, a janela dá luminosidade externa para uma parede nua: 1-Quando criança eu sonhei que aquela parede era tipo um portal para uma outra dimensão,e que eu conversava com "esqueletos" que viviam do lado de lá 2-Quando um colega de minhas irmãs morreu num acidente de trânsito,no segundo grau, eu sonhei que ele pedia pra eu dizer que ele estava bem, através dessa luminosidade na parede 3-Quando minha madrinha faleceu no Rio de Janeiro, eu não sabia, mas minha mãe, que também era afilhada dela, estava aos prantos, se embalando na rede na varanda da casa,de saudades. Eu estava sozinha no quarto, estudando para o vestibular, quando minha cachorra veio de lá da varanda e ficou estatelada na porta do quarto, latindo escandalosamente (veja bem, não era rosnar) em direção a algo que estava, ao que parecia, em pé ou acima de mim, ao meu lado direito. eu levantava e tentava acalmar a cachorra e voltava para o quarto, mas ela se recusava a parar de latir.Eu tive que sair do quarto(sério, eu já tinha ido acalmar a danada umas duas vezes!!), e só ai ela parou, mas continuava olhando "pra lá". E só ai também eu descobri a minha mãe desolada na varanda, quando só depois de uma conversa, ela ficou mais calma 4-Uma noite, eu e minha irmã estávamos conversando no quarto antes de dormir, como sempre fazíamos. de repente, NÓS DUAS escutamos chamarem pela minha irmã, duas vezes mais forte e uma vez mais fraca. pensamos que fossem nossas outras duas irmãs (é, "nós somos quatro" :)), que estavam no quarto em frente ao nosso, que estavam chamando, de sacanagem. Mas ficamos intrigadas porque elas não abriram a porta para falar conosco, como sempre faziam. Fomos olhar e...elas estavam DORMINDO!...5- Quando eu, em Fevereiro de 2009, já estava grávida, mas não sabia, no meio do estado "de vigília" senti uma saudade enorme do meu primo que faleceu, por suicídio, no mesmo ano que vovô (mai/2007). Eu lembro nitidamente de no sono, vê-lo em pé ao lado da minha cama(e eu estava deitada),do lado direito, me falando alguma coisa...ai de repente ele vira para a janela (como a ouvir alguém chamar- ou era medo de alguém o vir comigo?), me olha de novo e vai esvoaçando até sumir saindo pela janela em forma de névoa....eu acordei e chorei.  

*Há muito mais coisas entre o Céu e a Terra do que sonha nossa vã Filosofia*

sábado, 16 de junho de 2012

17 de JUNHO de 2012, Pelo NOSSO direito de escolha!!!


 Retirado do Facebook da última semana.


Por Dan Gayoso:
"Pessoal,

Este fim de semana haverá uma marcha nacional em defesa de direitos sexuais e reprodutivos, entre eles, a escolha pelo local de parto. O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, JORGE KUHN ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). O motivo foi a declaração favorável do profissional em relação ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). A Marcha está tomando enormes proporções, com adesão de 22 municípios, gerando grande repercussão na mídia e se configurando como um marco histórico.

Foi criado também um manifesto em repúdio à atitude arbritária do  CREMERJ, e estamos coletando assinaturas no seguinte link: http://www.manifestolivre.com.br/ml/exibir.aspx?manifesto=pariremcasa2012

Conclamamos tod@s que defendem os direitos sexuais e reprodutivos e a humanização do parto e do nascimento, tod@s que acreditam no direito de escolha da mulher em relação a seus partos, a se juntarem a nós e ajudar-nos a transformar este movimento em um momento histórico! Vamos mostrar nossa força e fazer ouvir nossas vozes! Venham com a família e os amigos, divulguem, tragam cartazes, instrumentos musicais e o que mais acharem que pode contribuir!

Estamos organizando um varal de fotografias de partos em que as escolhas da mulher foram respeitadas (domiciliares ou hospitalares). Quem tiver vivenciado um parto respeitoso e quiser contribuir com o varal, pode imprimir uma foto do parto em tamanho A3 e levar para a Marcha para montarmos o varal.

Estou enviando em anexo quatro opções de arte para camisetas da marcha, para quem quiser mandar fazer a sua. Mas vale também fazer camisetas com sua própria arte!

Abaixo, envio o release da Marcha Nacional, com mais informações, e os links de algumas matérias veiculadas na mídia.

Aguardamos vocês lá!!!

Abraços,

Dan Gayoso
Programa Boa Hora - Instituto Nômades

"Mulheres marcham em favor da liberdade de escolha no parto
Manifestações serão realizadas em várias cidades brasileiras em repúdio aos Conselhos de Medicina que estão punindo profissionais favoráveis à escolha do local de parto.

No próximo fim de semana (16 e 17), mulheres de várias cidades brasileiras vão ocupar as ruas em defesa de direitos sexuais e reprodutivos, entre eles, a escolha pelo local de parto. A iniciativa vem de várias organizações representativas da sociedade civil, entre elas, a ONG Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, a ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, e do Ishtar - Espaço para Gestantes.

O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro ( CREMERJ , que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, Jorge Kuhn, ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). O motivo foi a declaração favorável do profissional ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). Na reportagem, Kuhn afirmou que o ambiente domiciliar pode ser considerado um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gestações de baixo risco, assim como preconiza a Organização Mundial de Saúde.

A marcha também tem o objetivo de chamar atenção para a importância da humanização do parto e do nascimento e para a melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no Brasil, que tem registrado altas taxas de cesarianas, alcançando a primeira colocação no ranking mundial em número de procedimentos. De acordo com a Tabela de Nascidos Vivos no Brasil de 2011, que inclui dados da rede pública e privada de saúde, 52% dos partos realizados no país no ano passado foram cesarianas, número que vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, esse índice era de 38%.

As manifestantes consideram a decisão dos conselhos de Medicina em punir profissionais que se colocam a favor do parto domiciliar arbitrária, por compreenderem que a mulher deve ter o direito de decidir sobre o local em que pretende parir.

Escolha baseada em evidências

Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar. Um deles, realizado na Holanda, analisou quase 680 mil mulheres com gravidezes de baixo risco cujos partos foram atendidos entre 2000 e 2007 e que tiveram chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar. Os resultados evidenciaram que houve 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.

A pesquisa concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Petição Pública

Foi entregue ao ministro da saúde, Alexandre Padilha, uma petição abordando a necessidade de um debate cientificamente fundamentado sobre o local de parto e o movimento aguarda que ainda este ano se possa discutir essa questão na instância governamental. O endereço para assinar a petição é:http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=petparto

Links para referência:

MARCHA DO PARTO EM CASA

Rio de Janeiro - RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h da manhã
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500

São Paulo - SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) - Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090

São José dos Campos - SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h da manhã
Contato: Flavia Penido (12) 91249820

Campinas - SP
Local: Praça do Côco /Barão geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h da tarde
Contato: Ana Paula (19) 97300155

Ribeirão Preto - SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h da tarde
Contato: Marina B Fernandes (16) 9963-9614

Sorocaba - SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765

Ilhabela - SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h da manhã
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 91498405

Vitória - ES
Local: Praça dos Namorados - Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda (27) 8808-8184

Brasília - DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 09h30h da manhã
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090

Belo Horizonte - MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30 da tarde
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife - PE
Local: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Paty Brandão (81) 8838 5354 / 9664 7831, Patricia Sampaio Carvalho

Maceió – AL
Local: Concentração no Alagoinhas, marchando até a Praça Vera Arruda.
Data: 17 de junho, domingo.
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café (9107-3111)

Fortaleza - CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h da tarde
Contato: Semírades Ávila (85) 9984.0694

Salvador - BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11hrs da manhã
Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458, Anne Sobotta (71) 8231-4135 e Chenia d'Anunciação (71) 8814-3903 / 9977-4066

Natal-RN
Local: Parque das Dunas (ao lado da escultura Mãe-Terra)
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00
Contatos: Marina Viana (84) 9953-2041 e Rosário Bezerra (84) 9103-6140

Belém - PA
Local: Ao lado do Teatro da Paz - próximo ao Bar do Parque
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 9h da manhã
Contato: Sabrina Hosokawa (91) 8326-3339

Curitiba - PR
LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11 hrs da manhã
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587

Florianópolis - SC
Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende (raphaela.rnogueira@gmail.com)

Porto Alegre - RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00hrs
Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 / (51)3013-1344

Londrina - PR
Local: Calçadão em frente ao chafariz
Data: 16 de Junho, sábado
Horário: 12:00
Contatos: Marilia Mercer (43) 9995-4469 e Tami Somera (43) 9981-2961

Cascavel - PR
Local: Calçadão Catedral
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10:30
Contatos: Mariana Martins Notari (45) 9990-6200


Aqui está a matéria veiculada no Fantástico:


APOIADORES:

Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento
Ishtar - Espaço para Gestantes
Núcleo Carioca de Doulas
NUPAR - Núcleo de Parteria Urbana
ANDO - Associação Nacional de Doulas
Doulas do Brasil
Coren/RJ
ABENFO
Casa de Parto
Rede Feminista de Saúde
Instituto Aurora
Parto Ecológico
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
Posso Amamentar
BabyDicas
MAHPS - Movimento de Apoio a Humanizaçao do Parto em Sorocaba
Obstetricia USP Leste
Associacao de Obstetrizes USP
Pós Graduaçao Obstetricia PUC SP/Sorocaba
Roda BebeduBem
Maternamente
Instituto Nômades
Despertar do Parto
Casa da Luz
Espaço Acalanto - Brasília
R.A.M.A. - Rede de Apoio à Maternidade Ativa
GRUPO CURUMIM (RECIFE) 
Grupo de Pesquisa NARRATIVAS DO NASCER/UFPE
GAPN - Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos
Parto Ativo Brasil
Doula Curitiba
Nascer com Respeito
Anauê-Teino
Parto Luar

A Marcha na mídia

domingo, 20 de maio de 2012

Voltando do Além-Parto...



Desde o ano passado eu venho tentando retomar meus estudos da pós graduação que eu meio que esqueci desde o ano que Sara nasceu. Diga-se de passagem, que eu descobri que estava grávida quando já tinha começado a turma, então não pude abandonar o investimento que na época para mim era muito importante. Passados quase três anos, eles não fecharam mais turmas e a minha mente anda coçando, pedindo, implorando pelos estudos que eu não terminei. Hoje, passados dois anos e sete meses, eu volto do além-parto para retomar uma vida acadêmica que eu amava, o que muito me deixa feliz!!

Fico pensando em quantas mulheres já não passaram pelo mesmo que eu, ou seja, estar com a mente em algo "palpável" e estar com as emoções (leia-se hormônios) sem um pingo de vontade de acompanhar o plano intelectual!! eu passei por isso,sim! Mas pra voltar, não foi um caminho fácil. Minhas leituras até pouco tempo eram exclusivamente assuntos maternos - amamentação, maternação, gestação - hoje eu me policio para comprar livros mais lights desses temas (viu, Ric ;)? ), porque preciso focar novamente em uma outra área que eu me forcei a dar um tempo, pela Sara. HOJE eu sinto essa necessidade, HOJE eu sinto que POSSO voltar, não como a metade que todo patrão acha que a mulher fica depois de ter um filho, mas sim muito mais centrada, mais moderada, mais organizada (tinha que ser, né?? hihihihi), mais chata em alguns aspectos (leia-se sem tolerância para disse-me-disse). O filtro aumentou consideravelmente. Ou será só mais uma fase?? 

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A foto me intrigou porque a menina destacada nela parece muito com a Sara, quando faz biquinho para "ler"...